segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Cuidado, perigo de ser manipulado, veneno mental.



*Texto escrito por Diego Viana C.Pitta, reformulado por Rudá Costa, estudante de jornalismo do IMES.

Analisando e entendendo a necessidade de que devemos entrar em um consenso e compreender o que significa a Rede Globo, essa emissora que praticamente é líder de audiência da televisão aberta, sendo a maior rede de televisão do país.
A rede globo de televisão nasceu em meados dos anos 60, uma iniciativa do seu fundador, o jornalista Roberto Marinho, que faleceu em 2003. Hoje a Rede Globo é a maior das Américas, terceira maior rede de televisão do mundo, abrangendo mais de 80 milhões de espectadores todos os dias, espalhados pelo globo.
Não é coincidentemente que o nome da emissora é Globo, realmente essa companhia tem um poder global, pior que isso, esse poder não se resume em apenas capital financeiro, mas também em formar opinião, apoiar ou destituir governos, transformar movimentos sociais e seus ativistas em criminosos, esse é o papel que a Globo vem exercendo ao longo dos anos.
Podemos considerar que somos indivíduos de uma sociedade livre?
Bom se avaliarmos que nem ao assistir televisão somos livres, quem diria em nossas vidas cotidianas, pois somos influenciados a cada dia, pela programação e os costumes impostos pela Globo, existe liberdade ou fingimos ser livres, assistindo uma programação que não agrega um nível de informação coerente.
Um exemplo disso é o famoso documentário do canal 4 britânico sobre a rede Globo.
O channel four de Londres, produziu um filme que conta a verdadeira historia da rede Globo, o documentário foi proibido no Brasil desde 1994, através de uma ação judicial movida por Roberto Marinho, homem que na minha opinião foi um dos mais, se não foi o homem mais poderoso desse país, nação que se diz livre. Que controvérsia, sou obrigado a assistir as novelas da Globo, o jornalismo parcial da Globo, mas nem ao menos posso assistir um documentário sério feito por uma emissora respeitada, que é o canal 4 britânico, por causa de uma única ordem judicial, é meus caros leitores, realmente quem manda nesse país é o dinheiro.
Temos aqui as seqüências do documentário: O documentário é dividido em 4 partes:

- Na primeira parte ele mostra a relação entre a Rede Globo de Televisão e o regime da ditadura militar, no qual se vê fatos sociais que ocorram no país em decorrência do regime ditatorial.
- Na segunda parte apresenta o acordo firmado entre a Rede Globo e o Grupo Time-Life.
-Na terceira parte evidencia-se o poder do proprietário da Rede Globo, Roberto Marinho. Por outro lado, mostra também, o "apoio" da Rede Globo à redemocratização do país, na figura do candidato à presidência da República Tancredo Neves.
-Na quarta parte, tida como a mais importante e reveladora do filme, mostra-se às claras os envolvimentos ilegais e mecanismos manipulativos utilizados pelas Organizações Globo em suas obscuras parcerias para com o poder em Brasília (incluindo fraudes em eleições, assassinatos encomendados por seus maiores figurões e outros).
Não é por acaso que foi proibido no país, isso iria gerar um caos social extremo, que talvez mudasse completamente o curso de nossa trajetória como nação. Talvez o problema maior não seja esse, pois querendo ou não isso são coisas do passado e eu quero debater assuntos presentes que envolvem a sociedade a cada dia.
Primeiramente vamos avaliar a sociedade brasileira.
Cerca de 80 % da população usa a televisão como fonte de informação e 9,5% da população tem acesso à universidade.
Acredito que dentro da universidade, essas pessoas tenham acesso a outras fontes de informação, tornando-se pessoas criticas, pelo menos na teoria, esse é o papel universitário, capazes de assistirem um telejornal sem estabelecer dúvidas sobre a informação, as demais porcentagens podemos deixar para outras formas de informação, como a internet e outros meios de comunicação. A Globo lança tendências, em seu jornalismo, estabelece criticas, quando o papel jornalístico é repassar a informação de maneira imparcial, o jornalismo “made in Globo” é completamente parcial, no jornal não deve existir pontos de vista e sim passar a informação, a população que tire suas conclusões, se é que a população brasileira tem capacidade para isso, porque estamos anos atrasados no desenvolvimento social, lembrando apenas 9.5% da população tem acesso a uma universidade, desses 9.5 % acredito que 0.5% tem capacidade de critica social.
Estabelecendo uma analise mais profunda em relação a Rede Globo, vamos lembrar das eleições de 1989, onde a rede é acusada de manipular a informação repassada temendo a acessão do então candidato na época, Luis Inácio Lula da Silva, favorecendo Fernando Collor de Mello, isso porque o país se dizia livre e sem a presença do fantasma da ditadura, fora outras coisas que acredito eu, meu queridos leitores, vocês estão sabendo.
O comentário manipulador e muitas vezes incoerente do Jabor, considerado por muitos, um intelectual, a parcialidade do Jornal Nacional e não podemos nós esquecer do Waack, esse ai nem vale a pena meus comentários. O único jornalista que eu tinha um grande respeito e admiração, apenas não gostava o fato dele fazer parte da Rede Globo era o Alexandre Garcia, mas esse foi despedido, porque por um momento de glória, demonstrou toda a sua revolta no ar, com razão. Vivemos em um país rico economicamente mas pobre e miserável em termos sociais. Ainda nos falta, o conceito de cidadania, de exercer a função de cidadão, atuando ativamente na comunidade, na política e leis, se nem um jornalista renomado como ele é capaz de exercer seu pensamento critico, imagine o resto da população, sem educação, infra-estrutura, e tantos outros problemas. Como diz o Casoy, isso é uma vergonha.

Documentário do Canal 4 de Londres.
http://video.google.com/videoplay?docid=-570340003958234038

Porque Alexandre Garcia foi demitido da Globo.
http://br.youtube.com/watch?v=rwZ3EWrFwJ0&NR=1





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