quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Entre a nostalgia soviética e o novo patriotismo.


*Texto de Jean-Marie Chauvier para o Le Monde Diplomatique Brasil.

**Especial Rússia.

Entre a nostalgia soviética e o novo patriotismo

A nostalgia da URSS e sua reavaliação pela população é um fato, mas numa realidade que não permite mais um retorno ao ’sovietismo’.

A liquidação do sistema social soviético, as privações, o papel do dinheiro e as pressões do mundo globalizado atingiram um ponto em que não há mais volta.

Bandeiras vermelhas tremulam novamente nas celebrações oficiais da vitória sobre a Alemanha nazista.
Quem nunca viu, mesmo que no cinema, o monumento assinado por Vera Moukhina representando o operário e a camponesa kolkhoz lançando-se em direção ao futuro radiante empunhando a foice e o martelo1?
Instalado na entrada do parque de exposições em Moscou, ele acaba de ser desmontado. Talvez, não para ser posto de lado, mas para ser reformado. Bandeiras vermelhas tremulam novamente no 9 de maio, nas celebrações oficiais da vitória sobre a Alemanha nazista, como nos desfiles comunistas do 1º de maio e 7 de novembro 2.

O hino da URSS ressoa novamente3. Adolescentes exibem malhas com a inscrição “Minha pátria, a URSS”. Grupos de rock reciclam os “sucessos” soviéticos. A faixa de FM, em Moscou, repercute especialmente canções em língua russa. Cafés da moda e publicidades comerciais também estão cobertos de símbolos soviéticos, testemunhando assim uma “nostalgia” pós-moderna.
Essa volta do pêndulo teve início em meados dos anos 1990. Os filmes soviéticos passam novamente na televisão – “a pedido do público”, dizem as emissoras. Um editorialista se inquieta: o povo “o povo soviético” está sempre lá, a nostalgia aparece como “a dominante do humor local4”. As pesquisas de institutos considerados sérios confirmam: “57% dos russos querem a volta da URSS” (2001), 45% consideram o sistema soviético como “melhor” que o atual, 43% desejam mesmo “uma nova revolução bolchevique” (2003). As opiniões sobre o presente também se mostram pouco “corretas”: descrédito da “revolução democrática” de agosto de 19915 e rejeição em massa (quase 80%) das grandes privatizações “criminosas”.
Os democratas vituperam: amnésia (“eles esqueceram o gulag e as penúrias”), o ódio aos ricos “porque são ricos”, mediocridade de descrentes e dos velhos, “a biologia resolverá o problema”. Com Vladimir Putin, os acontecimentos políticos vieram confortar suas angústias: processos judiciais contra muitos dos grandes oligarcas por seus amigos e financiadores6, retomada do controle das grandes mídias pelo Kremlin, reabilitação da NKVD e da KGB7,
influência crescente dos “siloviki8” e do FSB (Serviço Federal da Segurança), desejo de restaurar a influência russa no espaço ex-soviético, críticas oficiais dirigidas aos Estados Unidos e sua penetração nesse espaço, oposição à guerra do Iraque. E isso, apesar da “aliança estratégica” selada pelo presidente Putin em Washington no dia seguinte ao 11 de setembro de 2001.
No entanto, esforços não foram poupados para erradicar o comunismo. Desde 1991, os russos estão submersos em arquivos, artigos, livros e programas de televisão que denunciam os “crimes bolcheviques”: terror vermelho sob Lênin e Trotski, “Grande terror” sob Stalin, fome de 1932-1933, gulag, deportação de povos “punidos” ou “suspeitos” de colaboração com a Alemanha nazista, repressões sob Brejnev.
A “batalha da memória” conjugada com a promoção dos “valores mercantis democratas” foi levada a termo, com entusiasmo, por grandes mídias, jornalistas, historiadores, respaldada por uma vasta rede ocidental e, sobretudo, americana, de instituições, universidades e fundações – Ford, Soros, Hoover, Heritage, Carnegie, USIS, USAID, sem falar dos filantropos oligarcas da Rússia9.

Revisionismo caricatural

A “batalha da memória” conjugada com a promoção dos “valores mercantis democratas” foi levada a termo
Os debates contraditórios da época Gorbatchev10 foram substituídos por acusações contra o “Império do Mal” em todas as suas encarnações. A virulência desse anticomunismo russo é de dar inveja aos cruzados ocidentais. É preciso, a cada momento da crise que ameaça o novo regime, agitar o espantalho do “retorno dos vermelhos” e da guerra civil. A condenação do “bolchevismo” leva à reabilitação de seus opositores, principalmente o movimento branco e as dissidências. Até algumas colaborações com os nazistas são “compreendidas”. É assim que o cronista do Izvestia Maxim Sokolov tenta explicar: “A época era complexa... (o Terceiro Reich) era o único bastião a proteger a Europa da barbárie bolchevique. Se tivesse vivido até hoje, o Reichsfüher SS (Himmler) seria provavelmente honrado como combatente contra o totalitarismo11”.
Esse revisionismo caricatural – que ignora os contextos reais, os períodos, os regimes, as sociedades e as culturas muito diversas da história soviética – é contestado por vários historiadores, mas não são eles que dão o tom. Muito mais amplamente difundidos são os best-sellers de Viktor Suvorov12. O mais recente, lançado no final de 2002, começa com a seguinte afirmação: “Todos os dirigentes soviéticos, sem exceção, foram crápulas e não valem nada”.
Um dos pioneiros do anticomunismo oficial, Alexandre Tsipko, considera contraprodutiva essa forma de denegrir. Seus efeitos desmoralizadores, combinados com as “reformas confiscatórias” que ele já lamentava em 1995, “prepararam o campo para uma reabilitação da história soviética” 13. Ele estava certo. Os ataques visam, além do “sistema”, os valores igualitários e coletivistas, comunitários, tanto russos tradicionais como soviéticos. Eles visam as “pessoas de baixo”, os operários que, ao mesmo que tempo que são desestabilizados na sua condição de vida, são estigmatizados como “cúmplices” do antigo regime, “ajudados”, “preguiçosos” e “inúteis” ao progresso industrial14.


Sentimentos contraditórios
Os debates da época Gorbatchev foram substituídos por acusações contra o “Império do Mal” em todas as suas encarnações
Apesar dessa avalanche, a Rússia ainda escapa do “pensamento único” sobre a URSS. Há ali experiências vividas em demasia, heranças culturais, memórias dilaceradas para permitir esse tipo de uniformidade. Os relatos de vida podem, numa mesma inspiração, trazer ecos caóticos de tempos extremados em que as fronteiras entre a fé cristalina, as alegrias positivas, a descida incompreendida e súbita aos infernos de um terror cego, eram móveis, imprevisíveis.
Uma testemunha maior do universo dos campos de concentração, Varlam Chalamov15 , evoca sua juventude agitada, a irradiação de Lênin e dos ideais da revolução (“quantos horizontes, quanta imensidade se ofereciam ao olhar de cada um, do homem mais comum”), nesse período soviético muito ambíguo dos anos 2016 . A voz do destino mais comum, ao deixar perceptíveis as razões da adesão popular àquele socialismo, se faz ouvir através do relato de Lioudmilla, filha de camponeses brutalizados pela deskulakização, mas que ultrapassa a fronteira dos mundos para vencer com esforço, na cidade, o caminho da promoção social17 .
Esse foi, realmente, o caminho de milhões de habitantes do mundo rural. Entre os camponeses, que viveram a guerra civil e permaneceram na aldeia depois da “grande ruptura” da coletivização, outros relatos de vida foram coletados a tempo18 , no início dos anos 1990, quando a palavra foi liberta antes de ser “reformatada” pela ideologia anticomunista dominante.
“Luminosos” anos 60
Há experiências vividas em demasia, heranças culturais, memórias dilaceradas para permitir um pensamento único.
Um dos problemas da memória “reconstruída” nesse novo contexto é a arregimentação de vítimas e mártires a serviço de uma ideologia “antitotalitária” formulada a posteriori. Pois, entre eles havia muitos comunistas e opositores da esquerda trotskista19 - pessoas que, voltando ao campo, não deixaram de crer e de servir ao “socialismo” ao qual, hoje, se pretende que elas reneguem. Quem fala, e com qual direito, em nome dos mortos?
Mas a maior parte dos ex-soviéticos ainda vivos não conheceu os tempos piores. Evocam os quarenta anos vividos depois da guerra e da morte de Stalin. Um artista se lembra da atmosfera doa nos 1960: “Eu idealizo, talvez, mas havia na época um entusiasmo otimista no país. Não falo de política, mas do clima moral das pessoas que me cercavam. O impulso dado pelos Beatles revelou a aspiração ao amor, que teve seu auge com o movimento hippie. Era um tempo luminoso que me ensinou a viver olhando o futuro com otimismo”. Choque e conivência com referências imprevisíveis: uma em compasso com os ideais oficiais (“o futuro com otimismo”), a outra com uma cultura não-conformista (os Beatles).
A confiança nas perspectivas de um país em pleno arranque, onde ninguém tinha medo do dia seguinte, coexistia com o apoliticismo e as tentações de uma cultura alternativa. Outros, contestadores do regime de Brejnev, sentem falta do tempo em que se refazia o mundo nas cozinhas. “O futuro ainda não tinha acontecido” – e ele seria, sabemos, bem decepcionante. Quantos dentre eles, depois de 1991, retiraram-se da cena, doentes, deprimidos ou mortos de tristeza ao ver o que produziu a mudança tão esperada?
Separação dolorosa
A maioria dos ex-soviéticos ainda vivos não conheceu os tempos piores e evocam os anos 60.
“Os novos chefes não dão crédito aos chestidisiatniki, as pessoas dos anos 1960”, conta Vassili Jouravliov, “porque esses são para eles uma reprovação viva”. Pois foi sobre suas costas que os oligarcas e outros homens de negócios alçaram-se ao poder20 ”. Antigos jovens – que não eram nem militantes, nem contestadores, nem intelectuais ou quadros do partido, mas simplesmente ávidos de viver plenamente – haviam deixado o conforto urbano pelas “grandes construções” dos anos 1950-1980, por romantismo ou atraídos pela recompensa. A construção da “cidade de sábios” em Novossibirski, as grandes centrais sobre os rios siberianos, os complexos industriais de Togliatti e em Kama, o segundo transiberiano, o BAM, deixaram neles, quase sempre, lembranças de uma juventude intensa, apesar do sentimento comum hoje ser de imenso desperdício.
Outros voltaram marcados de uma aventura abominável: a guerra do Afeganistão, da qual os mutilados, de mais ou menos 40 anos, falam nas ruas e no metrô. E a geração jovem “retornada da Chechenia”, outra abominação, já toma o seu lugar. Porém, a maioria não participou de engajamentos tão fortes. Viveu, simplesmente, imersa em um modo de vida, de relações sociais, em uma cultura da qual separou-se com dor. Nascido em 1961, o escritor ucraniano Andreï Kourkov fala, a seu modo, de algo que não era raro: “Essa sociedade era fundada na amizade. Era possível bater na porta dos vizinhos, se precisasse de dinheiro, eles o emprestariam. Depois da queda, toda essa solidariedade ruiu (...) As pessoas que nasceram logo depois da queda, que têm 20 anos, adaptam-se muito rápido. Para a minha geração, a solidão é a doença da época. Perdi muitos amigos. Muitos suicidaram-se, outros emigraram21 ”.
Lembrança de relações de convivência, ou vivacidade de uma cultural social ainda perceptível nas resistências à liberalização? A estudiosa Lioudmila Boulavka relata testemunhos dos meios operários comprometidos nos recentes movimentos de protesto: os militantes julgam com severidade suas próprias ilusões dos anos 1989-1991 (o apoio aos democratas), sentem uma perda dolorosa com o final da URSS, não aceitam que os patrões façam a lei sem consultá-los, querem crer ainda que “o Estado, somos nós”, permanecem ligados a uma cultura de consenso e de paternalismo social 22.
Vozes da reabilitação
Os operários comprometidos nos recentes movimentos de protesto sentem uma perda dolorosa com o final da URSS.
Todo um continente de conhecimentos falta aos ocidentais para que eles compreendam o que é essa “perda” tão sentida: o universo de uma cultura, a densidade de uma vida social que não podem ser enquadrados com nenhuma ideologia. Onde classificar, nas suas gavetinhas, tanto a vanguarda quanto a cultura popular de massa que marcou gerações, as comédias musicais de Alexandrov e o jazz de Utesov, o humor de Ilf e Petrov, as aventuras do soldado Vassili Tiorkine, os personagens “aos pares” do cinema de Vassili Choukchine, a arte amadora dos clubes de fábricas e vasto movimento das canções de compositores, a “contestação” de massa mais importante nos anos 1960-1980? Onde situar a recente decisão dos bardos não-conformistas de todas as idades de consagrarem como “canção do século” a balada “Grenada” de Mikhaïl Svetlov, “poeta do Komsomol” dos anos 1920? Será possível transmitir mensagens dessa Atlântida que realmente existiu?
Uma pesquisa realizada com o concurso da fundação alemã Friedrich Ebert, e dirigida por Mikhail Gorchkov23 , mostra a que ponto a “reabilitação da URSS” procede de uma reflexão amadurecida, sem estereótipos. Ela revela o fracasso do poder e das mídias na sua tentativa de apresentar os setenta anos soviéticos como um “pesadelo”, estimando, até, que a pressão exercida nesse sentido esgotou seus efeitos. As avaliações diferem, contudo, segundo os períodos propostos e a idade das pessoas que respondem à pesquisa.
“Os crimes do stalinismo não podem ser de forma alguma justificados” – é o ponto de vista de 75,6 % entre 16-24 anos; de 73,5% de 25-35 anos; de 74% de 36-45 anos; de 66,8% dos 46-55 anos; de 53,1% dos 56-65 anos. “As idéias marxistas eram justas”: as respostas positivas variam, dos mais jovens aos mais velhos, de 27,4% a 50,3%. “A democracia ocidental, o individualismo e o liberalismo são valores que não convêm aos russos”: esta opinião e aprovada por 62,9% dos 56-65 anos, mas apenas 24,4 % dos 16-24 anos. Entre as “razões de orgulho”, cerca de 80 %, em todas as categorias de idade, citam a vitória de 1945. Quem tem mais de 35 anos escolhe em segundo lugar a reconstrução do pós-guerra, os mais jovens (16-35) citam “os grandes poetas russos, os escritores, os compositores”. Em média, 60% citam as explorações das viagens espaciais. A afirmação segundo a qual “a URSS foi o primeiro Estado de toda a história da Rússia a assegurar a justiça social para as pessoas simples” é escolhida pela maioria das pessoas com mais de 35 anos, 42,3 % entre 25-35 anos, e apenas 31,3 % entre 16-24 anos.
Herança pesada das “reformas”
Pesquisa revela o fracasso do poder e das mídias na tentativa de apresentar os 70 anos soviéticos como um “pesadelo”.
Entre as características dos diferentes períodos, a maioria dos participantes designa principalmente: o período do Stalin seria a era da disciplina e da ordem, do medo, dos ideais, do amor à pátria, de um desenvolvimento econômico rápido; o período do Brejnev: proteção social, satisfação, sucesso na ciência e na técnica, ensino, confiança entre as pessoas; e o período atual: criminalidade, incerteza do futuro, conflitos entre nações, possibilidade de enriquecer, crise e injustiça social. As pessoas de opinião liberal concordam com um balanço positivo da era Brejnev (25%), entre os comunistas (45,9%); com um balanço negativo da era Yeltsin (21%), entre os comunistas (59%).
Quanto ao futuro, uma ampla maioria pronuncia-se a favor de uma gestão estatal dos grandes setores da economia, do ensino e da saúde; só reconhecem o valor da gestão mista (com o setor privado) nos campos da alimentação, da moradia e das mídias. Uma maioria (54%) “escolheu uma sociedade de igualdade social” e definiu como o principal caráter da democracia “a igualdade dos cidadãos diante da lei”.
Evolutiva, a visão do passado é, portanto, filtrada pela experiência de “reformas de mercado”, cujo caráter desastroso é, entretanto, amplamente reconhecido. A primeira inspiradora dessas reformas, a socióloga Tatiana Zaslavskaïa24 , estima que os trabalhadores são “ainda mais alienados da propriedade e privados de direitos do que na época soviética. (...) A produção não está apenas reduzida, mas degradada do ponto de vista estrutural e tecnológico. (...) Setores que asseguravam as necessidades sociais na época soviética e aumentavam, ainda que modestamente, a qualidade de vida da população, hoje se degradam cada vez mais. As conquistas democráticas da época da perestroïka e da glasnost estão em perigo. (...) A polarização da sociedade tomou um vulto colossal: de 20 a 30% da população vivem sérias privações, habitam moradias em ruínas, têm fome, são doentes e morrem prematuramente”.
Universo plural
Evolutiva, a visão do passado é filtrada pela experiência de “reformas de mercado”, cujo caráter desastroso é reconhecido.
O economista liberal Grigori Iavlinski fala de “desmodernização” da Rússia, o ecologista Oleg Ianitskii de “sociedade de todos os riscos”. “Vivíamos atrás da cortina de ferro”, explica o historiador Viktor Danilov. “Ignorando as realidades exteriores, acreditávamos viver na miséria do nivelamento. Agora que a cortina de ferro caiu (...) sofremos a provação da verdadeira miséria. Sabemos, hoje, que na época soviética, não vivíamos na miséria, mas numa “suficiência” nivelada, ainda que baixa. O sistema de saúde e de ensino era acessível a todos apesar dos privilégios dos ‘servidores do povo’ As filas existiam para que cada um pudesse ter o necessário, o que não é mais acessível, hoje, para a maioria”.
Segundo Danilov, para muitos, “sem dúvida abriram-se as portas para o mundo externo, mas portas blindadas foram postas entre as pessoas”. Nunca a “atomização” atingira um tal grau. Além dessas tristes constatações, não faltam, na Rússia, reflexões interessantes sobre o passado, o futuro e as possibilidades de desenvolvimento. Mas esse universo muito plural do pensamento russo é ignorado pelo Ocidente, onde só se repercutem os pontos de vista liberais ocidentalistas.
O patriotismo refigurado nutre-se, no entanto, do ressentimento da decadência, da miséria, da nova “imagem do inimigo” – o “terrorista” árabe-muçulmano – criado em conjunto com o Ocidente civilizado com o qual identifica-se. O clima não é mais de “anti-imperialismo”, mas de xenofobia “petit blanc25 ” em relação a povos ainda mais desfavorecidos, o Sul ameaçador. É paradoxal: muitos lamentam, ao mesmo tempo, a falta do espírito de amizade que reinava nas comunidades multinacionais soviéticas de operários e estudantes e deploram a criação de novas fronteiras, os entraves políticos e financeiros que afetam a liberdade de viajar, as famílias e os amigos que se deslocaram. Aceita-se o massacre dos chechenos ao sabor do filme cult dos anos 1930, Le Cirque, no qual o ator judeu Salomon Mikhoels, assassinado por Stalin, canta uma canção de ninar yiddish a uma criança negra arrancada das garras do racismo americano!



Caminho sem volta
O patriotismo refigurado nutre-se do ressentimento da decadência, da miséria, da nova “imagem do inimigo”.


A nostalgia da URSS e sua reavaliação pela população não se confundem com seus diferentes usos políticos. A realidade exclui um “retorno ao sovietismo”: a liquidação do sistema social soviético, as privações, o papel do dinheiro e as pressões do mundo exterior “globalizado” atingiram um ponto em que não há mais volta. E, se as tradições de potência, burocráticas e policiais, foram reativadas por necessidades internas do poder e do controle do petróleo, o mesmo se dá no contexto internacional no qual o exemplo da militarização, da cultura securitária é estadunidense, venerado pelos novos russos.
Entre as “reabilitações”, o presidente Putin não esqueceu Pedro, o Grande, o reformador liberal autoritário Piotr Stoypine, sob Nicolau II, nem a muito atual Igreja Ortodoxa. O Kremlin tem como emblema a águia imperial bicéfala coroada. O ídolo da nova burguesia é um veado de ouro, verde como o dólar.
Quando ao casal de Vera Moukhina, empunhando ainda as ferramentas do comunismo, a novidade da sua reforma não deve assustar os liberais: quando eles estiverem novamente em pé, orgulhosos e petrificados no seu entusiasmo pelo futuro do passado, o operário e a camponesa kolkosiana deverão ser postos em um pedestal ainda maior, digno dos novos tempos. Diante de um shopping center.
(Trad.: Teresa Van Acker)


1 - A imagem do casal comunista aparecia na primeira tela dos filmes dos estúdios Mosfilm.
2 - Aniversário da “Grande Revolução Socialista de Outubro de 1917”
3 - Sobre a música de Boris Alexandrov, o hino que substituiu a Internacional e foi abandonada pela URSS em 1991, foi restabelecido pelo Duma em 8 de dezembro de 2000, com uma nova letra “patriótica” composta por Serguei Mikhalkov, que já havia escrito a do hino soviético.
4 - Andréi Koslesnikov, Izvestia, Moscou, 5 de junho e 14 de agosto de 2001. 5 - 48% dos russos vêm no fracassado golpe militar conservador e no golpe de Estado bem-sucedido de Boris Yetsin apenas um “episódio da luta pelo poder”, 31% classificam os fatos como“acontecimentos trágicos”, 10% somente uma “vitória da democracia”.
5 - Seu segundo aniversário, em 2001, não foi celebrado.
6 - Os antigos magnatas Vladimir Goussinski (mídias), refugiado na Espanha, Boris Berezovski (automóvel, petróleo, mídias, finanças do Kremlin), “refugiado político” na Grã Bretanha, Mikhail Klodorkovski (petróleo Yukos), preso.
7 - O Comissariado do povo nos Negócios do Interior (NKVD) era a polícia política no período de Stalin. Foi substituído, em 1954, pelo Comitê de Segurança do Estado (KGB), e depois, perto do final da URSS, pelo Serviço Federal da Segurança (FSB).
8 - Esta denominação é dada a grupo de homens das forças armadas, das polícias e da informação.
9 - O partido liberal União das forças de direita e a Fundação Soros promoveram uma edição do Livro Negro do Comunismo, do francês Stéphane Courtois.
10 - Ler , URSS, une société em mouvement, L’Aube, La-Tour-d’Aigues, 1988.
11 - Izvestia, 26 de março de 2002. Falava da re-abilitação, na Ucrância, da divisão SS Galitchina 12 - Ten ’Pobedy, Moscou, 2002. 13 - Nezavíssimaïa Gazeta, Moscou, 9 de novembro de 1995 14 - Ler Karine Clément, Les Ouvriers russes dans la tourmente du marché, Syllepse, Paris, 2000. 15 - Ler Pierre Lepape, “ Le goulag selon Chalamov ”, Le Monde diplomatique, dezembro de 2003
16 - Les Années vingt, éditions Verdier (Paris), que também publicam integralmente os Récits de la Kolyma (2003).

sábado, 27 de dezembro de 2008

As faces do Sionismo.


* As Faces do Sionismo é um texto de Diego Viana Do Couto Pitta.
** A chamada sobre o Bombardeio Israelense foi retirada do portal terra.

Oriente Médio

Sábado, 27 de dezembro de 2008, 07h44 Bombardeio israelense mata ao menos 120 em Gaza
Pelo menos 120 pessoas morreram neste sábado devido ao bombardeio em massa do exército israelense na cidade de Gaza, informaram fontes médicas no território palestino, enquanto há várias centenas de feridos sob os escombros.



As faces do Sionismo.

O que mais Israel pretende massacrando o povo palestino, o sionismo mostra a sua face quando uma criança da palestina morre por causa das bombas israelenses em um conflito que parece não ter fim. A terra denominada santa por milênios se tornou palco de aspirações de cunho imperialistas e contra a autodeterminação e liberdade dos povos.O Sionismo surgiu em meados da década de 80 do século XIX, através dos escritos Theodor Herzl, um judeu de origem húngara, nasceu em Budapeste, seu livro "Der Judenstaat" ("O estado judaico"), foi líder do movimento sionista e defendia a criação do estado judeu, para que os judeus não sofressem mais com o anti-semitismo, sentimento visto por toda a Europa do século XIX, o mesmo movimento, procurava um Estado nacional independente.
O povo judeu era visto como um povo sem pátria, seguindo único exclusivamente pela sua herança e sentimentos culturais, assim como o povo Rom (ciganos), por esse fato era defendida uma criação de um estado por parte dos teóricos sionistas. O povo judeu sofria com o anti-semitismo, sendo essa afronta ao povo Judeu, vinda até de estadistas como o Czar russo Nicolau II entre outros espalhados pela Europa.

A escolha de Eretz Yisrael.

O movimento sionista foi ganhando espaço, entre os órgãos internacionais, que defendiam a criação de um novo estado com a auto-afirmação judaica.
A Palestina nesse momento da historia, final do século XIX e inicio do século XX presenciou um fenômeno incomum, pela primeira vez na historia dos movimentos nacionalistas, surgiu um fenômeno onde um povo reivindicava uma terra, do qual eles não estavam presentes, ou seja, o movimento sionista reivindicava a criação de um estado, porém a demografia desse território não tinha uma participação significante judaica.
A população da palestina no começo do século XX era composta por maioria árabe.
Em 1897 o primeiro Congresso Sionista proclamou que o novo estado deveria ser estabelecido em Eretz Yisrael, a antiga pátria judaica, até esse momento a região da Palestina fazia parte do Império Turco Otomano, com o decorrer das duas guerras mundiais, houve uma significativa imigração judaica para a Palestina até 1945. Com o resultado da primeira guerra mundial, o Império Otomano perdeu parte de seus territórios, pois perdeu a guerra, a Inglaterra, simpatizante da causa sionista e detentora do território da Palestina, assinou a chamada Declaração de Balfour, onde a potencia britânica se mostrou a favor da criação do Estado de Israel na região onde se encontrava a Palestina.


Com o decorrer da “solução final“, tomada por Hitler, governante da Alemanha de 1930 até 1945 que resultou na morte de seis milhões de judeus, aumentaram o fluxo de imigração dos Judeus na Palestina.Ao fim do mandato britânico era visível as hostilidades entre os povos de origem judaica e os árabes da região, fazendo com que a recente ONU ( Organização das Nações Unidas) fizesse a partilha da Palestina em dois estados, um judeu e outro árabe.
Quando o mandato britânico expirou, Israel declarou sua dependência como estado soberano. Israel declarou a Primeira Guerra árabe-israelense e logo depois mais três conflitos, a Guerra Do Suez (contra o Egito), a guerra dos Seis Dias e a Guerra de Yom Kippur. Através desses conflitos, a Palestina foi dividida entre Cisjordânia e a famosa Faixa de Gaza. Israel hoje cria aquilo que muitos abominaram na história da humanidade, o holocausto, condenam Hitler porém fazem igual ao povo palestino, matam mulheres e crianças, tratam os povos palestinos como cidadãos de segunda classe, essa é a face do preconceituoso Sionismo e imperialismo do século XXI.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

País reduz repetência, mas continua entre os piores, diz Unesco.


* Por Antônio Gois - Folha de São Paulo, no Rio / Fábio Takahashi - Folha de São Paulo
** Comentário - Diego Viana Do Couto Pitta.


O Brasil conseguiu reduzir a reprovação no ensino fundamental entre 1999 e 2005, mas a melhoria não tirou o país de uma situação incômoda: entre 150 nações comparadas num estudo que será divulgado pela Unesco hoje, apenas Nepal, Suriname e 12 países africanos têm repetência maior.
Segundo o relatório anual da entidade que monitora o grau de cumprimento das metas traçadas em 2000 na Conferência Mundial de Educação, o Brasil conseguiu reduzir sua repetência de 24% para 19%. O patamar é elevado quando confrontado com a média mundial (3%) ou mesmo com a África subsaariana (13%), região mais pobre do mundo.
Taxas altas de repetência não resultaram, no caso do Brasil, em melhoria do aprendizado.O relatório lembra que mais de 60% dos alunos brasileiros não conseguiram passar do nível básico de aprendizado na escala da prova de ciências do Pisa (exame que compara os estudantes em 57 países).
"Nossa taxa de repetência ainda é alta", diz a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar.A representante do governo Lula afirma que a situação melhorará devido ao Ideb (índice criado pelo governo para monitorar o desempenho das redes, que alia resultados dos exames dos alunos da Prova Brasil e as taxas de aprovação desses estudantes). "O MEC provocou a reflexão na rede, de conjugar aprendizagem com fluxo interessante.
"DesgasteProfessor da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo), Ocimar Munhoz Alavarse diz que a taxa de reprovação é "alarmante". "Com a repetência, a criança perde o convívio com os colegas e fica com a pecha de repetente. Isso só prejudica", afirma."Após ser reprovado, o aluno tem de refazer o mesmo ano, no mesmo formato. A chance de ele aprender é pequena", diz o coordenador-geral da ONG Ação Educativa, Sérgio Haddad.
A professora da Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília) Regina Vinhaes Gracindo afirma que "em muitos países do mundo, como o Japão, nem existe repetência.
A criança entra na turma da sua idade, e a escola precisa oferecer a aprendizagem". Para Gracindo, que é do Conselho Nacional de Educação, a repetência cairá com a melhora do ensino. "Isso requer docentes bem remunerados e melhores condições materiais."
A alta repetência é o maior entrave para a melhoria do Brasil no Índice de Desenvolvimento da Educação, que faz um ranking de países segundo o cumprimento das metas estipuladas em 2000. O país ficou na 80ª posição entre 129 para os quais foi possível calculá-lo. Há quatro anos, a posição brasileira era a 72ª em 127 nações.O índice é composto de quatro dimensões: acesso à escola, desigualdade de gênero, analfabetismo adulto e qualidade.Esse último fator é avaliado pelo percentual de alunos que completam ao menos quatro anos de educação formal.
Nesse aspecto, o Brasil cai da 80ª para a 99ª posição. Já quando se trata apenas de acesso à escola, sobe para 59ª.As metas estipuladas são: ampliar a educação e a assistência à primeira infância; garantir o ensino primário gratuito e obrigatório; promover aprendizagem e habilidades para a vida; aumentar em 50% a alfabetização de adultos; alcançar a igualdade de gêneros; e assegurar a qualidade em todos os níveis de ensino.


- Cometário - Diego Viana Do Couto Pitta:

Não podíamos esperar mais de um país marcado pela falta de competência das autoridades e pela desigualdade histórica do Brasil. As vezes a vontade é apelar para o divino mesmo, já que o brasileiro não tem competência para administrar o que tem nas mãos. A burocracia brasileira associada a falta de interesse gera esse tipo de noticia, quem pode pagar por escolas que paguem, quem pode pagar por cursos, que paguem, enquanto mais de noventa por cento da população fica a mercê de um milagre dos céus, realmente dados vergonhosos para um país que pretende assumir uma influência na esfera global.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Um recado aos separatistas.


*Texto de Diego Viana Do Couto Pitta.


"Uma tendência mundial, o separatismo, é só observar o mapa político da Europa na década de 90" * Comentário de um internauta do Rio Grande Do Sul.

Vamos ser coerentes.

Todo o movimento separatista nos anos 90 gerou um derramamento de sangue, no caso da desintegração da União das republicas Socialistas Soviéticas só não gerou uma guerra civil devido o golpe de estado em Mikhail Gorbachev através do presidente da Rússia, Boris Yeltsin e outros presidentes, que foram considerados traidores pelo povo soviético. Os outros estados, a tendência mundial para alguns, buscam o separatismo porque foram anexados de maneira indevida ao estado regente, ou seja o país Basco já era um país independente ( ideologicamente, politicamente, culturalmente) e teve a sua soberania infringida por atores externos, França e Espanha.
Os pontos que devem ser estabelecidos nessa discussão são:- O estado de São Paulo tem um movimento separatista chamado Movimento Separatista Republica de São Paulo. As pessoas que fazem parte desse movimento, são pessoas de pensamento preconceituoso, para não falar em criminoso, que coloca a culpa no povo nordestino pela situação do estado e não nas autoridades federais e estaduais, que permitiram o êxodo rural do campo para as cidades, justamente pela falta de investimento em outros lugares, gerando uma urbanização caótica e sem planejamento.

- Outros movimentos minoritários no país são o movimento Republica Rio-Grandense e o chamado “Sul é o meu país” que descriminam os povos de origem não italo-germânica dizendo que o Sul sozinho sem a presença do resto do país, seria um país desenvolvido.

Vamos aos fatos:

A Republica Rio-Grandense criada em 1935, no período regencial, foi gerada através de uma disputa comercial entre os produtores do charque do Rio Grande do Sul e o Império que não taxava o charque dos países platinos. Os dez anos de conflito que se resumiram em um acordo de anexar novamente o Rio Grande do Sul ao Império do Brasil, ou seja, a tal revolução farroupilha garantiu os interesses da elite estancieira e não da população.

A antiga Iugoslávia foi completamente desmantelada porque não existia um sentimento de nação (justificando o separatismo).
Varias etnias diferentes compunham o território Iugoslavo, religiões diferentes, ligadas único e exclusivamente na figura do General Tito, com a sua morte resultou um processo de guerras e conflitos encabeçados pelas tropas Sérvias, aniquilando croatas, a população da Macedônia e do Kosovo. Essa é a tendência mundial, sobre a carnificina que isso gerou.
Do que o Rio Grande Do Sul tem para reclamar do resto do Brasil? Eles tem o maior índice de desenvolvimento humano, mas o que seria da industria do Rio Grande Do Sul sem os demais estados? O estado de Santa Catarina também tinha um movimento separatista, só que hoje recebe ajuda do Brasil inteiro, devido a tragédia no Vale do Itajaí. Devemos ser sim humanitários com o povo de Santa Catarina e estou completamente feliz que o Brasil está ajudando aquele estado, mas a região Sul sendo um país independente e sofresse esse tipo de tragédia natural, a quem iria apelar ajuda, a ONU, pedir dinheiro emprestado ao Banco Mundial e ao FMI?
Nem o Estado de São Paulo com o PIB de R$802,552 bilhões seria capaz de superar tal tragédia sem a ajuda dos outros estados.
O que seria da industria do Sul sem os outros estados, o que seria dos empregos dos povos de São Paulo e do Sul? O Sul e São Paulo sendo países independentes teriam seus produtos taxados através de políticas de importações, leis brasileiras e de outros países, tais países ( Sul e São Paulo) teriam que disputar com países industrializados e garantir um produto final bom ou melhor a um preço de custo competitivo. Seria possível sobreviver a esse cenário globalizado sem o mercado interno que os outros estados garantem aos estados da região Sul e para São Paulo?
Os separatistas estão cegos pelo preconceito que foi e está passando de geração para geração. Para os que desejem citar o caso da Cisplatina, A criação do Uruguai foi uma manobra completamente política, Cisplatina é o atual Uruguai e a Inglaterra mediou o conflito entre Brasil e Argentina. Existia um conflito entre esses dois países pela margem oriental do Rio do Prata, isso determinou que a Inglaterra mediasse o conflito.
Esses supostos novos países ( Sul e São Paulo) com toda a certeza teriam mais problemas estruturais do que sendo um estado da união. Os problemas do Brasil devem ser resolvidos em conjunto e sentimento de nação, mas infelizmente existe pessoas com esses pensamentos separatistas do qual não ajuda em nada o desenvolvimento do país que queremos.


Movimentos separatistas no Brasil:

*República do Pampa, criado em 1990 por Irton Marx, e defende a separação do estado do Rio Grande do Sul.

**O movimento O Sul é o Meu País, que defende a autonomia da Região Sul, constituída por três estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

*** O movimento República de São Paulo - MRSP

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Soberania e Auto-afirmação.


* Por Diego Viana Do Couto Pitta

Todas as nações da terra detém os seus direitos de escolher o caminho para um desenvolvimento econômico e politico independente das grandes potencias mundiais. Escolher um caminho sustentável e viável para o desenvolvimento social da nação, independente da ideologia politica deve ser garantido a cada nação da terra, sendo ela um pequeno principado, ou uma grande nação em população e em território. Muitos criticam o evento que aconteceu em Cuba, a Revolução Cubana é criticada a cada instante por aqueles que se dizem da direita política, mas garanto que muitos nunca leram um livro de política, economia e nem ao menos sabem o que é direita ou esquerda política, não sabem definir onde nasceram esses termos e suas maneiras de governo. A critica ao sistema politico é fácil, porém muitos daqueles que criticam, não digo todos, mas uma grande parcela daqueles que criticam o sistema vigente em Cuba nem ao menos pegaram em um livro, para entender as teorias, sendo elas de cunho capitalista ou socialista.

Vamos aos números:

IDH ( 2007 ) - 0,838 ( 51º na posição mundial ) A espectativa de um cubano viver no momento de seu nascimento é de 78,3 anos. A mortalidade infantil em Cuba é equivalente a dos países mais desenvolvidos do mundo, uma magnifica posição de 5,1/mil nascimentos (posição 168º no ranking mundial).

Mesmo com um PIB de US$51.110 bilhões, o governo Cubano consegue garantir esses números fantásticos, todos esses dados foram fornecidos por organismos das Nações Unidas, sendo assim é difícil uma manipulação dos números.

Vamos agora comparar com um país rico economicamente, porem pobre socialmente, com um PIB de US$1,835 trilhão, o Brasil.
No Brasil os problemas sociais e falta de distribuição de renda, associado a uma falta de políticas de cunho social, geram os números abaixo:

Expectativa de vida – 72,7 anos, com a mortalidade infantil de 23,6/ para cada mil nascimentos e a alfabetização de 90% da população, os últimos dois tópicos estão na posição de 90º em comparação a outros países do mundo.

As pessoas criticam e dizem que não tem liberdade em Cuba, porém do que adianta liberdade sem que grande parte da população não pode ter condições básicas de vida, como vemos no Brasil, ser livre significa ter condições básicas de vida também, condições humanas e dignas de trabalho e sobrevivencia.
Concordo que o sistema Cubano precisa de ajustes, como as liberdades políticas paras pessoas, mas vemos que o governo cubano é sério e necessita de reconhecimento quando avaliamos políticas sociais. O Brasil precisa aprender muito com Cuba e buscar um sistema mais humanitário, afim de garantir que todas as pessoas tenham condições viáveis de vida. Não defendo a ausência de democracia, porém devemos ser coerentes e lembrarmos dos números quando criticamos maneiras de governar, sendo essa maneira socialista ou capitalista.
A critica infundada é fácil de se fazer, uma critica estruturada com fundamentos, poucas pessoas fazem. O desenvolvimento cubano sofre hoje devido o embargo estadunidense, o que é uma afronta a humanidade, a liberdade de Auto-afirmação deve ser garantida a todos os governos, sendo eles compostos de qualquer ideologia, cada povo tem o direito de escolher o seu caminho para o bem estar social, isso é respeito aos direitos humanos e a escolha de seguir qualquer caminho com liberdade.

Liberdade do Tio Sam, nem de graça.


* Por Diego Viana Do Couto Pitta.

O presidente dos Estados Unidos continua afirmando que o Iraque mudou, porém as mudanças que podemos enxergar no Iraque são: Um país devastado pela guerra, que tenta controlar suas etnias e no ponto de vista de muitos estudiosos, está longe de ter sua liberdade garantida, devido a alta tensão e violência no país.
Na história mundial, nenhum presidente visitou outro país sem ao menos deixar uma nota na imprensa, avisando da respectiva visita, porém nesse mês George W. Bush, presidente em exercício dos Estados Unidos da América, visitou o Iraque sem deixar nem menos uma nota na imprensa, obviamente com as crises e violência estabelecidas no país, depois da invasão estadunidense no Iraque, o presidente dos Estados Unidos seria um alvo fácil de grupos étnicos, cheios de ódio em seus corações.
O Iraque foi vitima do imperialismo, ainda afirmo, Sadam Hussein é sim uma vergonha para história humana, foi assim como outros ditadores, cruel e imparcial com seus inimigos, mesmo assim o Iraque, que na carta da ONU é considerada uma nação soberana, teve sua soberania flagelada pela manobra estadunidense. Esse mês um jornalista iraquiano atirou seus sapatos contra o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush durante uma coletiva de imprensa em Bagdá, um sinal de protesto pela situação que seu país está passando. Na cultura islâmica, atirar os sapatos em alguem é a maior das ofensas, agora esse mesmo jornalista pode pegar dois anos de prisão pelo ato. O Iraque está longe de ser livre, nem ao menos o protesto pela situação do país é valida, com Sadan ou sem ele, a censura ainda existe, isso é culpa daqueles que se dizem defensores da liberdade os Estados Unidos da América. Liberdade do Tio Sam, nem de graça.