sexta-feira, 29 de agosto de 2008

As classes sociais dentro de uma realidade são interligadas.


Bom voltando a comentar sobre a sociedade, eu tenho que dizer, não importa se você tem rios de dinheiro ou é pobre, as sociedades são interligadas, as classes sociais influenciam umas as outras.
Mesmo que você more no melhor duplex na Cidade Jardim, ou tente viver em moradias precárias no Marsilac, somos integrantes de uma única sociedade. Dizem que as leis da física não se aplicam as ciências humanas, mas quando avalio a teoria do caos vejo que tem uma relação muito restrita com a sociedade e as ciências humanas em geral.
Apesar de eu ser um leigo no assunto, eu decidi realizar uma comparação muito próxima com essa teoria. Segundo a mesma se uma borboleta bater asas no central parque, esse ato influenciaria algo em Pequim e vice-versa.
Na sociedade esse fenômeno se aplica muito bem, hoje se alguém passa fome no Brasil, se alguém entra na criminalidade no Brasil, se alguém comete um homicídio no Brasil, esse fato não será um fato isolado e sim um fato que influenciará a sociedade de uma maneira geral, cada ponto e classe social sofrerá as conseqüências, não só no Brasil, mas em qualquer país do mundo. As sociedades são um conjunto complexo, porém se resumem em algo simples, correlação e interligação de classes, mesmo que alguns não aceitem isso é um fato.As desigualdades sociais fazem os índices criminais crescerem, quando os índices criminais crescem quem paga por isso não é apenas o pobre da favela ou o miserável andarilho das ruas, quem paga isso é a classe média, os ricos, que teimam em enxergar a realidade, em vez de enxergar isso, condenam e muitas vezes agem com palavras de descriminação ao pobre e miserável.
Cada vez mais que adolescentes das classes mais baixas, encontrarem dificuldade de encontrar condições melhores de vida, o crime na maioria dos casos vira uma melhor opção.
A realidade é dura, mas enquanto não encararmos que nosso país precisa ter políticas sociais mais sérias para lidar com o problema a tendência é piorar.
O país sofre com uma doença crônica chamada caos social.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A Internacionalização do Mundo.


Desta vez eu resolvi não publicar um artigo meu, mas sim de um intelectual do qual tenho um grande respeito, o Cristovam Buarque.

Durante debate em uma Universidade, nos Estados Unidos, fui questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para uma resposta minha.
De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
Respondi que, como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, podia imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade.
Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Os ricos do mundo, no direito de queimar esse imenso patrimônio da Humanidade.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
Durante o encontro em que recebi a pergunta, as Nações Unidas reuniam o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu disse que Nova York, como sede das Nações Unidas, deveria ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza especifica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver.Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa.

(*) Cristovam Buarque, 58, doutor em economia e professor do Departamento de Economia da UnB (Universidade de Brasília), foi governador do Distrito Federal pelo PT (1995-98). Autor, entre outras obras, de "A Segunda Abolição" (editora Paz e Terra).

terça-feira, 26 de agosto de 2008

As Tantas de Dantas...


Em meu 1º artigo neste blog, iniciarei com o pé direito, comentando sobre um velho conhecido inimigo popular. Ele mesmo, Daniel Dantas, o “Habeas Corpus – Man”.

Em um Estado Democrático de Direito, o Judiciário tem obrigação, ou pelo menos deveria ter, de preservar o interesse social, aplicando a lei de forma transparente e correta.

Entretanto, como se observa em tantos outros casos divulgados pela mídia no Brasil, os mais poderosos, que detêm toda riqueza nacional, são beneficiados com proteções e recursos jurídicos.

Além da lei, o sistema todo está “obcecado” por tais proteções aos mais favorecidos.

Eis que provo:

O projeto de lei é criado, confeccionado e redigido pelo nobre parlamentar. Mesmo sendo um individuo na qual deveria atender as necessidades do povo, ele não o faz, observando tão somente seu belo e redondo umbigo.

Pois bem, por ter o poder de criar a lei, nunca, jamais que o parlamentar irá redigir algo que prejudique a si próprio, ou a classe social a que pertence e, portanto, irá designar dispositivos que sejam mais benéficos a seus pares.

É o clássico exemplo de Daniel Dantas. Ora, jamais um banqueiro, mesmo que pratique delitos previstos em nossa legislação penal e extra-penal, será punido da mesma forma que um reles mortal brasileiro.

Ainda que o Ministério Público Federal emita pareceres ao STF requerendo a prisão do banqueiro, o STF, e o sistema Judiciário como um todo, já estão contaminados por este mal, a proteção normativa aos ricos.

O ministro Gilmar Mendes cometeu um grave erro ao conceder o Habeas Corpus ao acusado.

Nas palavras do Subprocurador-geral da República, Wagner Gonçalves, “fazia-se necessária a prisão temporária, sob pena de os pacientes interferirem na colheita de provas, comunicando-se entre si, tão logo realizada uma das buscas, escondendo numerários, papéis ou outros elementos de provas"

Tal parecer encontra-se concluso com vistas ao Ministro Eros graus.

Portanto, o Direito como um todo, mais especificamente o ramo penal, já estão infectados por normas que protegem os interesses de uma determinada camada social, deixando assim o povo brasileiro à espera de um “super – herói” que possa pelo menos condenar os bandidos de colarinho branco.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Será que a guerra fria realmente acabou?




Vendo as tensões no cenário europeu, volto a dizer se realmente a batalha de gigantes e os conflitos de auto-afirmação acabaram. A URSS acabou a mais de quinze anos atrás, porem a Rússia age como a União Soviética em termos de diplomacia internacional, com a mão de ferro do estado.
Já os Estados Unidos, agindo com políticas de provocação, parecem querer voltar à época dos conflitos ideológicos. Com as pretensões de colocar mísseis e defesas antiaéreas na Polônia e Republica Tcheca, acredito que é obvio o resultado, uma reposta russa mais enérgica, buscando evitar que sua soberania seja ameaçada.
Ainda encontramos vestígios da guerra fria, lógico que a Rússia deixou seu passado soviético, porem não deixou seu sentimento de auto-afirmação. Temos que levar em consideração que apesar do estadista soviético Mikhail Gorbatchev ter declarado em 1992 o fim da União Soviética, ainda se vê um estado russo ligado ao seu passado histórico, com ações autoritárias no âmbito internacional. Não podemos condenar a ação militar russa na Ossétia do Sul, a Rússia defendia uma região autônoma que foi invadida pela Geórgia no interesse de anexar ao seu território, porem a ofensiva militar russa fora do território que causou o conflito, é sim abominável, não havia essa necessidade. O sentimento soviético stalinista ainda reina na mentalidade dos governantes, o autoritarismo misturado com um sentimento de auto-afirmação. O governante da Geórgia se sente tranqüilo ao achar que pode contar com o interesse americano, mas sabemos que os Estados Unidos estabelecem ações de acordo com seus interesses.
Ao ver uma ofensiva russa, os EUA se sentem na obrigação de manter a ordem, mas será que isso é só para manter a ordem?
A Geórgia é um aliado estratégico, onde se pode instalar uma base americana, ter cooperação de recursos minerais, ninguém sabe, ou finge não saber. A geopolítica esta fazendo seu papel, os jogadores estão alinhando as peças nos tabuleiros, a população que são os piões sofrendo entre os impasses de seus paises.
Pobre população, as massas de manobra nunca tiveram seu lugar ao sol, nesses impasses ideológicos, a população passa fome, morre e ninguém vê isso, pelo menos finge não ver. Sendo na Ossétia Do Sul, no Iraque, no Timor Leste, o papel de uma grande potencia, seja ela econômica ou militar é de auxiliar os menores estados e manter uma ordem internacional evitando conflitos desnecessários. Quem acaba sofrendo não é o representante da nação que tomou uma decisão não pensada em atacar uma província autônoma, quem sofre é a população que acaba pagando por decisões desnecessárias.
Pegar em armas deve ser a ultima opção, quando acaba todo o argumento possível de uma negociação, buscar uma linha mais diplomática em resolver conflitos é a opção mais valida teoricamente, mas isso não é aceito na pratica. Vejo que a Rússia, assim como os Estado Unidos da América não aprenderam que a guerra fria acabou, que não precisamos mais de um sistema bipolar onde as liberdades não são garantidas, devem parar com os conflitos de gladiadores e buscar maneiras efetivas de resolver as doenças, a fome e até vou mais longe, repensar o sistema social.
As crises financeiras e econômicas, a crise dos alimentos, o mundo não precisa de guerras para fechar o esquema com chave de ouro, temos problemas demais, nem ao menos sabemos se nosso futuro é certo nesse planeta. Que a cooperação seja sempre o caminho a ser seguido, não precisamos de mais conflitos e sim de soluções inteligentes. Ainda deixo no ar, será que a guerra fria realmente acabou?

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Liberdade garantida a todos, o câncer da corrupção e desigualdade tira aquilo que poderíamos ter.



Quando vejo que não posso tirar nem dez reais em um caixa eletrônico de madrugada, não encaro como um país atrasado, esse meu Brasil que vive mutilado, surrado, jogado, vendo seus filhos nos faróis das cidades com um futuro incerto, alias esses filhos nem sabem o que vão comer, como podem saber do futuro. A desigualdade social causa isso, aquilo, a desigualdade causa, muda modifica. Constituição, estado, para que? Vivemos em um país que muitas vezes parece que não existe, parece que vivemos em um estado de natureza, o mais forte vence, o estado permite que seus filhos sofram.
Onde estão as liberdades coletivas, as liberdades individuais?
Não podemos ter um carro melhor, por que se não podemos ser roubados, não podemos viver melhor por que senão podemos ser seqüestrados. Cadê o governo, os empresários, os sindicatos as organizações não-governamentais, a população?
Os filhos dos ricos têm liberdade financeira, mas não tem liberdades individuais, vivendo atrás das suas prisões de luxo, nos bairros ricos, cercados de seguranças. Por sua vez os filhos menos desfavorecidos vivem sem suas liberdades também, a mercê da miséria e de uma vida muitas vezes sem objetivos e desfavorecidos pela falência das ações estatais.A mídia em vez de criticar de forma efetiva, cobrar um país melhor, apenas fala das falências do governo e não apresenta soluções. Estamos evoluindo, os esquemas de corrupção sendo descobertos, a justiça fazendo seu papel, porém será que é suficiente?
Prometem e prometem, políticos cadê vocês, colocam as gravatas e finge ser sérios nas eleições, mas na hora de fazer um papel efetivo se escondem. Não é fácil mudar um país, é complicado quando temos uma herança de políticas ruins e corrupção, ditaduras que expressam a cara da sociedade brasileira de hoje.Precisamos ter consciência que enquanto existir uma desigualdade enorme, como é aqui nesse país maravilhoso, apesar de todos os problemas, não vamos conseguir ter um país melhor para as próximas gerações.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Papel das empresas multinacionais no mundo globalizado.


Determinados problemas, soluções a baixo custo, lucratividade, às vezes eu vejo ou escuto essas palavras e logo associo ao desenvolvimento das corporações no mundo, as famosas multinacionais. Sinônimo de emprego e altos salários no passado, hoje estamos vendo que isso mudou, com as crises e o avanço de políticas liberais, o famoso capitalismo selvagem, as empresas multinacionais buscam o mais alto lucro com os mais baixos salários nas economias capitalistas periféricas. Talvez seja esse preço que as classes menos favorecidas dos países em desenvolvimento tem que pagar, pela falta de planejamento e desenvolvimento autônomo das economias capitalistas subdesenvolvidas.
Cada vez mais, encontramos empresas que buscam alta lucratividade, ou seja, cortam seus empregados nos países centrais, nas sedes e formam novos postos de trabalho nas subsidiarias, onde muitas vezes os salários são 20% até 60% mais baixos do que nos países centrais.
Às vezes as subsidiarias competem entre si, pelo serviço das companhias centrais, aquela subsidiaria que tiver o melhor custo - beneficio consegue melhores contratos. Mais uma vez, essa é a face da globalização, deveria estabelecer um futuro melhor para o mundo, uma integração pacifica entre as economias e até mesmo um intercambio de conhecimento, mas infelizmente o sistema não permite. Permite a exploração e o descaso.
Que a situação mude, que os países em desenvolvimento estabeleçam desenvolvimento sustentável, subsidiado pelos governos, para que nós que vivemos aqui não precisemos mais sofrer com essa impunidade, imposta pela lucratividade.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

A democracia da mídia.


Bom será que podemos dizer que temos o melhor sistema de governo do mundo ?
Algumas pessoas diriam que sim, lógico que é, vivemos em uma democracia, palavra bonita do grego DEMOS = Povo, CRACIA= poder. O povo no poder, o povo que escolhe, o povo que elege e determina os destinos da nação.Volto a perguntar, será que no Brasil temos um sistema democrático verdadeiro, pois é.
Temos um exemplo do nosso presidente, o senhor Luis Inácio Lula da Silva, lutou por longos anos até conseguir chegar no planalto, quando conseguiu ficou claro que não foi só facilidade política, um discurso persuasivo ou marcante, foi algo diferente, um poder maior.
O poder da mídia no pensamento dos brasileiros é muito forte, muitos tomam o que se passa nos jornais como verdade absoluta, não é por menos, um país carente de educação de qualidade, só poderia ser influenciado naquilo que assiste e lê. Nas escolas de base é onde nasce o pensamento crítico de um país, só com esse poder podemos nos considerar prontos a viver em um sistema democrático, devemos saber escolher nossos representantes, com sensibilidade e clareza.
Hoje se ganha uma eleição com a melhor gravata, com o melhor programa eleitoral, o país não escuta as melhores propostas e sim vota no mais belo, no que melhor sabe falar.
Chocante, mas fazer o que, é a realidade de um país dominado pelo descaso e falta de interesse em informação que realmente interessa, que discrimina aqueles que pensam e buscam um lugar melhor para viver.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

A ditadura no Brasil foi boa ou ruim?


Outro dia, em uma partida inocente de sinuca, entre os goles de cerveja e a fumaça dos cigarros dos clientes do bar, veio um assunto muito interessante entre amigos.
Será que realmente a ditadura foi algo bom para o nosso país, ou algo que atrasou o desenvolvimento social brasileiro em décadas.
Na realidade os senhores de mais idade na sociedade defendem a ditadura cegamente, não é por menos, nessa época era possível fazer muitas coisas, porém o que não se via era que toda aquela estabilidade não era sustentável.
Os governos ditatoriais realmente sabem como esconder seus defeitos controlavam os órgão de propaganda com mão de ferro, tudo censurado, nada podia criticar o governo, a mão de ferro agia em todos os órgãos da sociedade, como viver sem liberdade pode ser bom?
Infelizmente os brasileiros são providos de uma curta memória, isso mesmo, uma curta memória. Esquece-se dos mortos que sumiram, das mães que choram até hoje, da impunidade com o Sr. Herzog, que passado sombrio e mesmo assim existem algumas pessoas que sentem falta do sistema.
As bases econômicas da ditadura eram sustentáveis com capital externo, por isso do grande desenvolvimento, estradas, obras faraônicas, infelizmente quem está pagando por tudo isso somos nós, a juventude atual.
Quando eu digo a juventude atual, falo por mim, pelos meus colegas e amigos, até mesmo falo pelos jovens que não conheço. Hoje pagamos por causa de um sistema que foi insustentável, sem nenhum plano de metas organizado, que gerou o fluxo imigratório dos campos para a cidade, por causa da falta de planejamento e do enorme numero de empréstimos feitos aos bancos internacionais.
O governo da ditadura, pai da censura, não permitia o direito de expressão, sem expressão não há critica, o povo sendo usado como massa de manobra, onde não existe o debate, existe o autoritarismo. Infelizmente as gerações passadas acreditavam na organização do governo, não era por menos, o governo investia maximamente em propagandas, o que permitia uma ilusão desse governo, o povo acreditava que estava em um país organizado, rumo ao futuro.
É uma pena que mesmo depois de milhares de pessoas e famílias mutiladas pela dor, existam pessoas que acreditam que a ditadura foi algo bom ao nosso país.

O Cooperativismo social e as saídas para o desenvolvimento rural no Brasil.

Um país com uma história dominada pelos grandes latifundiários que gerou um presente de desigualdade e concentração de renda.
Com os grandes proprietários de terra, herdeiros dos governos desse país que sempre governou para poucos, tornou-se difícil um desenvolvimento sustentável no meio rural. O crescente descaso com o pequeno proprietário e a falta de investimentos por parte do governo federal, em diversas fases de nossa história, mostra o porque das grandes favelas, hoje chamadas de comunidades pelo governo, que foram herança do grande êxodo rural na época do crescimento caótico brasileiro, onde as infra-estruturas necessárias no campo não foram realizadas.
Hoje o meio rural é dominado pelas grandes empresas chamadas Agro-Business ( Agro-negócio ), onde se faturam milhões de dólares e não geram os empregos necessários para girar a economia local.
A reforma agrária organizada através de cooperativas locais, onde a economia do determinado município iria se desenvolver, garantindo os empregos necessários, apagando um pouco os dados da desigualdade no país.Para o desenvolvimento sustentável no campo, a presença estatal é fundamental. Subsidiar a produção do pequeno e médio proprietário e uma forma de criar empregos, importantes para um desenvolvimento sustentável, resultando na diminuição de migração para as grandes cidades em busca de melhores oportunidades de trabalho. Na sociedade brasileira, uma coisa é ligada à outra, há falta de emprego e as condições sub-humanas de trabalho no campo geram o movimento migratório para as grandes áreas urbanas, estas que vivem em um verdadeiro caos urbano.
A cidade também não tem uma estrutura para receber esses migrantes. Quando isso acontece, surge o índice de desigualdade.
Com a desigualdade nasce a violência, com a violência nasce à falta de liberdade disfarçada na sociedade brasileira, todas essas coisas prejudicam a manutenção do estado democrático, pois o mesmo não consegue valer suas leis, um verdadeiro caos social.As cooperativas rurais são uma forma de interessante de desenvolvimento. Subsídios ao pequeno produtor e as cooperativas de cunho estatal, economia solidária, são uma forma de diminuir a crescente desigualdade no país e a falta de infra-estrutura no campo. Com o subsidio estatal as pequenas cooperativas não precisam necessariamente produzir apenas para o mercado nacional, e sim ao mercado internacional, gerando condições dignas de emprego, o governo garantindo a divulgação de marketing desses produtos e as cooperativas produzindo um produto de qualidade. Facilitando os financiamentos e diminuição na taxação de juros quando o pequeno produtor necessitar de empréstimos.
Isso diminuiria a desigualdade e falta de infra-estrutura no campo, através de uma política eficaz de luta contra o monstro da desigualdade social, que por sua vez atinge todas as classes sociais mesmo que seja indiretamente.