terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Os males do consumo exagerado.


*Texto de Diego Viana Do Couto Pitta
** Números retirados da revista Super Interessante.


E se o mundo consumisse como os Estados Unidos, teríamos chance de sobreviver?

Na realidade o planeta não suportaria.
Imagine povo russo, indiano, chinês e brasileiro, povos das novas nações que serão potências no século XXI (BRIC) vivendo como os yankees ( Estadunidenses), imagine todos os países do mundo consumindo como os americanos, precisaríamos de 5 planetas Terra.
Já que vivemos em uma única Terra, séria impossível a todos os povos da terra terem um padrão de vida como o padrão dos estadunidenses, para cada adulto nos Estados Unidos, existe um automóvel, enquanto em outros países, quando existe um veiculo, esse veiculo é para família toda. São 231 milhões de veículos, o equivalente a 76 carros para cada 100 habitantes, o planeta inteiro tem o equivalente a 850 milhões de carros, se todos os países fossem iguais aos Estados Unidos, teríamos aproximadamente 5,12 bilhões de carros, acompanhados pelos gastos com aço, petróleo, e outros recursos necessários para a produção desses veículos.
As reservas se esgotariam rapidamente, já que o consumo seria extremamente exagerado, fora que as conseqüências para o planeta seriam catastróficas, conseqüências como descongelamento das geleiras e um aquecimento global acelerado. O todos esses números comprovam é que a maneira dos estadunidenses de viver é extremamente prejudicial ao planeta e a vida dos outros povos, uma família de quatro pessoas não necessita de quatro carros, isso vai muito além da lógica.Os problemas que arriscam a sociedade só se agravam, crises financeiras, aumento da fome e das mortalidades, aumento da crise ecológica ( descongelamento das geleiras e aquecimento global), enquanto um único povo resulta em índices catastróficos de consumo. Apesar de termos tanta água, 3% apenas da água do planeta é potável para o consumo, em breve se os altos índices de consumo continuarem, não lutaremos mais por petróleo e sim por água. Na sociedade em que vivemos hoje, o consumo é necessário, justamente pela criação de novos postos de trabalho, porém o exagero do consumo resultaria em uma destruição do planeta em que vivemos, destruição que o ser humano não teria controle, o avanço dos mares por exemplo. Imagina se toda a família do mundo tivesse geladeira, assim como um grande amigo meu, comentou comigo, teríamos problemas sérios no futuro. Está na hora do mundo pensar em novas tecnologias renováveis, carros que gastam menos, geladeiras que gastam menos, energias limpas e etc, e esquecer que não comemos e nem bebemos dinheiro, assim como um ativista do Greenpeace comentou certa vez em uma reunião: Vai ser tarde quando as pessoas entenderem de que não comemos dinheiro, ai não teremos mais planeta.
Temos que mudar a maneira de viver, com consciência ecologica e humanitária, ou as próximas gerações não terão muito do que se alegrar nesse futuro planeta marcado pelas degradações ao meio ambiente.

Ministro italiano liga para Celso Amorim por extradição de Battisti.

* Retirado do Portal Terra

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, telefonou na tarde desta terça-feira ao chanceler Celso Amorim e voltou a defender a extradição do ex-ativista Cesare Battisti, que recebeu do governo brasileiro o status de refugiado político. Em nota, o ministério italiano informou que Frattini reiterou "o sentimento de profundo ressentimento pela decisão brasileira no caso". As informações são da agência Ansa.
Durante a conversa, o chanceler afirmou que a Itália tem uma "forte expectativa" de que "exista uma última instância institucional brasileira que possa tomar a decisão esperada, ou seja, a extradição de Cesare Battisti". Segundo o documento, o ministro italiano "reafirmou os motivos que o levaram a convocar o embaixador italiano no Brasil para consultas", nesta terça-feira.
Entrevistado por um telejornal italiano, Frattini disse ainda que acredita que "seja possível obter uma reviravolta final" no caso, com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A corte, que nesta segunda-feira recebeu um parecer do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, recomendando o arquivamento do processo, deverá decidir em fevereiro se extraditará Battisti ou se permitirá que ele viva em liberdade no Brasil.
Frattini qualificou como "errada" a decisão do procurador. "Não a aceitamos nem sob o perfil jurídico, e cremos que ela foi tomada de forma apressada", ressaltou. "Espero que esta questão seja resolvida com a extradição de Battisti em algumas semanas", disse ele. "Convocamos na Itália o nosso embaixador, Michele Valensise, para nos consultarmos com ele sobre os próximos passos".
AmistosoO ministro criticou, no entanto, a sugestão de seu subsecretário Alfredo Mantica, que pediu o cancelamento do amistoso entre as seleções de futebol de Itália e Brasil, marcado para o dia 10 de fevereiro, como forma de protesto. "Uma coisa é um protesto diplomático sério, outra coisa é um jogo de futebol", considerou Frattini.


* Cesare Battisti (Sermoneta, 18 de dezembro de 1954) é um ex-guerrilheiro de extrema-esquerda italiano e hoje é atualmente um escritor de livros de suspense. É considerado um terrorista pelo Estado italiano e atualmente tem o status de refugiado político no Brasil.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Uma metrópole periférica no sistema global.



*Escrito por Barbara Lima, aluna do ultimo ano de Relações Internacionais do Centro Universitário Fundação Santo André.

** Fonte - livro de Mariana Fix “São Paulo cidade global” 2007

Desde meados da década de 90 a cidade de São Paulo vem tomando um novo rumo e adotando uma nova perspectiva econômica.
O rápido crescimento do terceiro setor e a intangível expansão do setor financeiro em São Paulo são os protagonistas desta mudança.

A metrópole paulistana concentra hoje 7 sedes dos 10 maiores bancos nacionais, reúne ainda a maioria das matrizes das empresas brasileiras de capital privado, o que de fato evidencia que a cidade participa hoje do processo de mundialização do capitalismo. Todavia este processo vem sendo conduzido, ao que parece, de uma maneira desigual e seletiva entre seus cidadãos. Como anteriormente aconteceu no início da industrialização paulistana, o capitalismo transnacionalizado hoje cresce em São Paulo também de maneira desigual; tendendo a limitar as vantagens de sua expansão à alta classe social.
Desde o início de sua industrialização, desde os barões do café até os dias atuais, o fantasma da periferização e os intermináveis problemas de moradia que a classe trabalhadora enfrenta, acompanham o crescimento da metrópole; e parecem estar longe de deixá-la. Todo o “desenvolvimento” da cidade foi marcado pela indiferença do poder público em relação às condições em que vivem a sociedade de baixa renda.
Quando falo desta sociedade não estou me referindo à pessoas que invadiram territórios e formaram favelas por alternativa, estas pessoas são funcionários das automobilísticas paulistanas, operários de diversas empresas, enfermeiras, médicos e professores da rede pública, pessoas que cumprem diariamente com os seus deveres de cidadãos paulistanos. Diversos professores da Cidade Universitária de São Paulo moram nas favelas que a cercam. Esta descriminação com relação às condições sócio-econômicas está trazendo conseqüências desastrosas para a metrópole, consolidamos esta afirmação quando olhamos para o glorioso Centro Empresarial Nações Unidas: uma arquitetura magnífica, num estilo pós-moderno, agrega escritórios de empresas poderosíssimas como Mastercard, Monsanto, Banco Toyota, Microsoft, entre outras. O CENU (Centro Empresarial Nações Unidas) tornou-se ponto turístico e cartão postal da cidade (principalmente depois a construção da Ponte Água Espraiada). O que não está nos cartões postais nem nos guias turísticos de São Paulo, é que este centro empresarial teve que desapropriar do complexo de favelas do Jardim Edith para iniciar as suas obras. As pessoas que moravam na região foram simplesmente expulsas de suas moradias e não receberam ajuda suficiente (tanto da Prefeitura como das empresas responsáveis pela obra) para encontrarem outra moradia. “Somadas, as unidades produzidas pela Prefeitura e pelos empresários atenderam a menos de 5% dos moradores expulsos [da região]”.*
Enfim, o Centro Empresarial Nações Unidas é um símbolo e uma concretização dos impactos da mundialização do capitalismo em São Paulo. Infelizmente junto com a transformação da economia de São Paulo (de industrial para o terceiro setor), o seu crescimento e a sua inserção em um sistema global; também estão crescendo em igual velocidade e proporção a pobreza e os problemas com moradias.
E aumentando cada vez mais as condições precárias de uma sociedade que é forçada a dar licença para a expansão de uma metrópole que cresce sem desenvolver.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Favela não é uma condição étnica e tropical e sim social.


*Texto de Diego Viana Do Couto Pitta


Esse texto fica dedicado a todos os que ainda tem preconceito em seus corações e se negam em enxergar a verdade posta pela história.

A Favela não é uma condição étnica e cultural, o efeito favelas surge a partir do momento que os salários baixos associados a uma falta de distribuição de renda e ausência de políticas sociais influenciam a vida da sociedade como um todo.
Não tenha vergonha caso você viva na favela, pois a favela e uma conseqüência social da falta de capacidade do estado em distribuir a renda e não culpa sua e de uma etnia.
Voltando no tempo, no começo do século XIX na Grã Bretanha, podemos ver como Engels retrata em "A Situação da Classe Operária na Grã Bretanha", a situação e as condições de sub-habitação existentes nas regiões urbanas de Londres, situação essa que pode ser considerada muito pior que as favelas que encontramos no Brasil e em países da América Latina.
O que explica a imigração dos europeus para o novo mundo é esse fenômeno social de falta de distribuição de renda, a Amsterdã e Bruxelas do começo do século XX nem se compara com a Amsterdã e a Bruxelas do século XXI. Em meados de 1910 havia lixo espalhado por todos os lados e construções amontoadas com esgoto a céu aberto sendo despejado nos canais que hoje com o saneamento básico, maravilha milhares de turistas do mundo todo.
A Paris de 1850 era um caos social, com desigualdades, até mesmo Vitor Hugo retrata essa realidade em seu clássico "Os Miseráveis". Hoje a Europa é sinônimo de organização e desenvolvimento, mas nem sempre foi assim, a Leptospirose surgiu no continente europeu e matou milhares de pessoas, sendo isso resultado da urina dos ratos que viviam nas imundas cidades do continente europeu. Se tudo fosse perfeito na Europa, acredito que não existiriam os críticos que nasceram naquele continente e revolucionaram o mundo através de suas idéias. Quando olhar para uma comunidade, não culpe as pessoas que não tiveram opção e foram abandonadas pelo estado, garanto que essas pessoas gostariam de um lar digno, um endereço digno a um individuo humano. Infelizmente essa é a face do desenvolvimento do capitalismo que vem acompanhado desse tipo de fenômeno, para que o sistema funcione precisa existir os indivíduos excluídos da maquina, os explorados e como escreveu Vitor Hugo, os miseráveis. A favela é o sinal de falha das políticas estatais em garantir o bem estar de cada individuo, é um reflexo do sistema e não de uma etnia ( como muitos paulistas dizem sobre o povo nordestino). Quando visitar Paris e se maravilhar com a cidade luz, lembre-se de não colocar o europeu em uma posição superior em relação a você, eles estão nessas condições devido as condições históricas (empréstimos, ajuda do plano Marshall depois da Segunda Guerra Mundial, movimentos sociais). Pode parecer difícil, mas nem sempre tudo que se pode ver é a verdade, a história prova mais uma vez isso.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Questão Palestina.


* Do portal Objetivo.

Palestina (do original Filistina – “Terra dos Filisteus”) é o nome dado desde a Antigüidade à região do Oriente Próximo (impropriamente chamado de “Oriente Médio”), localizada ao sul do Líbano e a nordeste da Península do Sinai, entre o Mar Mediterrâneo e o vale do Rio Jordão. Trata-se da Canaã bíblica, que os judeus tradicionalistas preferem chamar de Sion.
A Palestina foi conquistada pelos hebreus ou israelitas (mais tarde também conhecidos como judeus) por volta de 1200 a.C., depois que aquele povo se retirou do Egito, onde vivera por alguns séculos.
Mas as sucessivas dominações estrangeiras, começadas com a tomada de Jerusalém (587 a.C.) por Nabucodonosor, rei da Babilônia, deram início a um progressivo processo de diáspora (dispersão) da população judaica, embora sua grande maioria ainda permanecesse na Palestina.
As duas rebeliões dos judeus contra o domínio romano (em 66-70 e 133-135 d.C.) tiveram resultados desastrosos.
Ao debelar a primeira revolta, o general (mais tarde imperador) Tito arrasou o Templo de Jerusalém, do qual restou apenas o Muro das Lamentações. E o imperador Adriano, ao sufocar a segunda, intensificou a diáspora e proibiu os judeus de viver em Jerusalém. A partir de então, os israelitas espalharam-se pelo Império Romano; alguns grupos emigraram para a Mesopotâmia e outros pontos do Oriente Médio, fora do poder de Roma.
A partir de então, a Palestina passou a ser habitada por populações helenísticas romanizadas; e, em 395, quando da divisão do Império Romano, tornou-se uma província do Império Romano do Oriente (ou Império Bizantino).
Em 638, a região foi conquistada pelos árabes, no contexto da expansão do islamismo, e passou a fazer parte do mundo árabe, embora sua situação política oscilasse ao sabor das constantes lutas entre governos muçulmanos rivais. Chegou até mesmo a constituir um Estado cristão fundado pelos cruzados (1099-1187). Finalmente, de 1517 a 1918, a Palestina foi incorporada ao imenso Império Otomano (ou Império Turco). Deve-se, a propósito, lembrar que os turcos, e embora muçulmanos, não pertencem à etnia árabe.
Em 1896, o escritor austríaco de origem judaica Theodor Herzl fundou o Movimento Sionista, que pregava a criação de um Estado judeu na antiga pátria dos hebreus.
Esse projeto, aprovado em um congresso israelita reunido em Genebra, teve ampla ressonância junto à comunidade judaica internacional e foi apoiado sobretudo pelo governo britânico (apoio oficializado em 1917, em plena Primeira Guerra Mundial, pela Declaração Balfour).
No início do século XX, já existiam na região pequenas comunidades israelitas, vivendo em meio à população predominantemente árabe. A partir de então, novos núcleos começaram a ser instalados, geralmente mediante compra de terras aos árabes palestinos.
Durante a Primeira Guerra Mundial, a Turquia lutou ao lado da Alemanha e, derrotada, viu-se privada de todas as suas possessões no mundo árabe. A Palestina passou então a ser administrada pela Grã-Bretanha, mediante mandato concedido pela Liga das Nações.
Depois de 1918, a imigração de judeus para a Palestina ganhou impulso, o que começou a gerar inquietação no seio da população árabe.
A crescente hostilidade desta última levou os colonos judeus a criar uma organização paramilitar – a Haganah – a princípio voltada para a autodefesa e mais tarde também para operações de ataque contra os árabes.
Apesar do conteúdo da Declaração Balfour, favorável à criação de um Estado judeu, a Grã-Bretanha tentou frear o movimento imigratório para não descontentar os Estados muçulmanos do Oriente Médio, com quem mantinha proveitosas relações econômicas; mas viu-se confrontada pela pressão mundial da coletividade israelita e, dentro da própria Palestina, pela ação de organizações terroristas.
Após a Segunda Guerra Mundial, o fluxo de imigrantes judeus tornou-se irresistível. Em 1947, a Assembléia Geral da ONU decidiu dividir a Palestina em dois Estados independentes: um judeu e outro palestino. Mas tanto os palestinos como os Estados árabes vizinhos recusaram-se a acatar a partilha proposta pela ONU.
Em 14 de maio de 1948, foi proclamado o Estado de Israel, que se viu imediatamente atacado pelo Egito, Arábia Saudita, Jordânia, Iraque, Síria e Líbano (1ª Guerra Árabe-Israelense). Os árabes foram derrotados e Israel passou a controlar 75% do território palestino. A partir daí, iniciou-se o êxodo dos palestinos para os países vizinhos. Atualmente, esses refugiados somam cerca de 3 milhões.
Os 25% restantes da Palestina, correspondentes à Faixa de Gaza e à Cisjordânia, ficaram sob ocupação respectivamente do Egito e da Jordânia. Note-se que a Cisjordânia incluía a parte oriental de Jerusalém, onde fica a Cidade Velha, de grande importância histórica e religiosa.

Cronologia dos conflitos envolvendo Israel e os territórios palestinos.


Cronologia dos conflitos envolvendo Israel e os territórios palestinos.

1947 - ONU aprova resolução que prevê a partilha da Palestina, criando um Estado para os judeus, recentemente vitimados pelo Holocausto na Europa. Jerusalém teria status internacional. A Liga Árabe recusa a proposta.

1948 - A Inglaterra, que ocupava a região desde a Primeira Guerra, retira suas tropas. O Estado de Israel é proclamado. Egito, Iraque, Transjordânia, Líbano e Síria promovem ataque. Israel vence e ocupa toda a Galiléia e o Deserto de Neguev. Com o cessar-fogo, Israel devolve a Cisjordânia aos árabes, que, a unificam com a Transjordânia, criando o Reino da Jordânia. Faixa de Gaza passa a ser dos egípcios. Os palestinos ficam sem território próprio.

1956 - Guerra do Suez. Egito, sob o comando de Gamal Nasser, nacionaliza o Canal do Suez. Israel, com apoio de Inglaterra e França, ataca o Sinai e chega ao Mar Vermelho. EUA e URSS obrigam Israel a recuar.

1959 - Criação da Al Fatah, então uma organização guerrilheira palestina, liderada por Yasser Arafat.

1964 - Palestinos criam a OLP, que viria a ser presidida por Arafat, com o objetivo de criar um Estado próprio e combater Israel. A Al Fatah passa a ser o braço armado da nova organização.

1967 - Guerra dos Seis Dias. Egito corta o acesso israelense ao Mar Vermelho. Israel bombardeia Egito, Síria e Jordânia e conquista toda a região do Sinai, da Cisjordânia e de Golã, triplicando seu território. Controla a totalidade de Jerusalém.

1972 - Um grupo guerrilheiro palestino seqüestra 11 atletas israelenses na Olimpíada de Munique. Tiroteio com a polícia deixa todos mortos.

1973 - Guerra do Yom Kippur. Egito e Síria atacam Israel no feriado judeu. Israel contra-ataca e vence.

1979 - Acordos de Camp David. Com mediação dos EUA, Egito e Israel assinam tratado que devolve o Sinai ao país árabe.

1982 - Invasão do Líbano. Israel ataca a OLP no sul do país e controla Beirute ocidental. Permite o massacre de refugiados palestinos por milicianos cristãos nos campos de Sabra e Chatila.

1987 - Intifada. Populações palestinas sob controle israelense se revoltam e lutam nas ruas, normalmente com armas simples, como paus e pedras.

1993 - Acordos de Oslo. Yasser Arafat e Yitzhak Rabin firmam acordo de paz, estabelecendo autonomia palestina na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, excetuando-se as colônias de judeus no interior desses territórios.

1995 - Rabin é assassinado por um militante judeu contrário aos acordos de paz.
Década de 90 - Acordos de paz têm avanços, e palestinos começam a receber territórios, sob administração da Autoridade Palestina. Por outro lado, o avanço de colonos judeus, as condições de vida impostas a palestinos, a questão da volta dos refugiados e da divisão de Jerusalém e o crescente fundamentalismo islâmico acirram tensões entre os dois povos.

2000 - Segunda Intifada. O general e presidenciável Ariel Sharon - visto pelos palestinos como responsável pelos massacres de Sabra e Chatila - visita a Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém Oriental. O ato é visto como provocação e detona nova revolta popular.

2001 - Sharon é eleito primeiro-ministro israelense. Toma medidas que desagradam os palestinos, como a construção de uma cerca em torno da Cisjordânia.

2004 - Morre Yasser Arafat. Mahmoud Abbas, também do Fatah, o substitui no comando da Autoridade Palestina.

2006/2007 - O grupo islâmico Hamas vence as eleições parlamentares palestinas. Na prática, assume o controle da Faixa de Gaza.

2008 - Após trégua de seis meses entre Hamas e Israel, o grupo islâmico passa a lançar foguetes da Faixa de Gaza em direção a Israel. No fim do ano, Israel responde com ataques aéreos, matando mais de 400 pessoas.

2009 - Israel invade a Faixa de Gaza.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Sobre Cuba.


* Texto de Diego Viana Do Couto Pitta
** Fontes retiradas do site Wikipédia.org, dos sites da WTO (World Trade Organization) Organização Do Comércio, CEPAL e da WSI ( World Sugar International) Organização Mundial do Açucar.


Aos que buscam verdadeiras informações, hoje dia 02 de Janeiro de 2009 fiquei um pouco equivocado quando assisti o jornal Bom Dia Brasil, sobre os cinqüenta anos da Revolução Cubana. Não poderei colocar tudo o que assisti na reportagem mas colocarei aquilo que melhor convêm na elaboração desse artigo.

- O Bom Dia Brasil afirmou que Cuba anda tão pobre que nem ao menos consegue mais produzir açúcar, o açúcar cubano é importado.

- Que a ilha Cuba está cada vez mais pobre e isso é devido ao regime “Castrino”.

Em primeiro lugar gostaria de salientar que Cuba está na nona posição dos países produtores de açúcar e que segundo a própria BBC de Londres, o presidente brasileiro Luis Inácio Lula da Silva sugeriu as autoridades Cubanas a começarem a produzir álcool de cana de açúcar, para evitar as crises energéticas que a ilha passa devido ao embargo estadunidense.

"Parece que Cuba vai começar a produzir álcool também".
Luiz Inácio Lula da Silva.

Disse o presidente do Brasil a um jornalistas em entrevista na embaixada brasileira em Roma.”

Segundo secretário executivo da Organização Internacional do Açúcar (OIA), Peter Baron, qualificou Cuba de líder mundial nas pesquisas sobre a cana-de-açúcar e seus derivados.
Que equivoco do Jornal Bom Dia Brasil, como um país que tem que importar açúcar é líder mundial em pesquisas sobre esse bem.
Além disso o que deixa a Ilha de Cuba cada vez mais pobre? Cuba está entre os 70 países com maiores índices de desenvolvimento do mundo, segundo organismos da ONU, Cuba está entre os países com IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) maior que 0,800. Em 2007 o IDH de Cuba foi 0,838 (51° lugar). Em 2006 Cuba cresceu economicamente 11% segundo a CIA, os dados da CEPAL foram ainda mais otimistas, pois disseram que Cuba cresceu 12,5%. Na ilha cubana 85% das famílias são donas das suas casas, sendo que os demais pagam um simbólico aluguel de um dólar por mês, computado em forma de amortização. Já no Brasil nem preciso ir muito longe, indo apenas visitar alguns pontos da cidade de São Paulo e ver se temos algo parecido, acredito que não. As desigualdades são pobrezas, elas geram pobrezas, mesmo o país assumindo grandes posições econômicas no contexto mundial, sem políticas sociais essas posições não se resumem em muita coisa, isto é o que acontece no Brasil.
O regime cubano necessita sim de manutenção, mas a imprensa brasileira também necessita de manutenção, isso porque temos imprensa livre, o regime cubano precisa de liberdades políticas através da representação direta do povo, e ao mesmo tempo a imprensa brasileira precisa parar de manipular informações e passar a verdadeira informação a população, Cuba apesar do embargo estadunidense, embargo que foi condenado pelas Nações Unidas, tem recebido maciços investimentos da União Européia e da América Latina. Outro tópico que é importante salientar é que Cuba até os anos 90 recebia subsídios por parte da URSS ( União das Republicas Socialistas Sovieticas), quantia em torno de 6 a 7 bilhões de dólares, essa renda foi cortada com a queda da URSS. Hoje Cuba passa por uma crise, devido ao embargo norte americano e não devido a política do regime regente, Cuba foi atingida por desastres naturais, é obvio que a economia do país passa por graves problemas, mas hoje que país do mundo não passa por graves problemas, sendo eles sociais e financeiros? A critica ao regime vem daqueles países que se interessam pelo mercado promissor que Cuba se transformará caso aconteça uma transição do regime político vigente na Ilha, as empresas multinacionais não vêem a hora do regime em Cuba cair, para conseguirem mais milhões nas costas do povo cubano, assim como foi feito com os demais países latinos e suas respectivas populações. Porque os Estados Unidos não aplicam um embargo econômico na China? Na China também não existe liberdades políticas, os Estados Unidos até defenderam a retirada da China da lista de países infratores dos direitos humanos, lógico, a China é um mercado promissor de mais de 1 bilhão de pessoas, sendo 400 milhões consumidores massivos. Infelizmente o que rege esse mundo são os interesses financeiros em primeiro lugar, não os interesses sociais e o bem estar dos povos.