sábado, 27 de setembro de 2008

AH! OS IANQUES SE ENTREGARAM. OS CARAS SÃO MARXISTAS!

















* Escrito por Wagner Santana Lima.

O passatempo do governo dos EUA atualmente é arranjar meios para salvar o mercado financeiro (mais especificamente os bancos) de um colapso. Entre outras medidas, a proposta mais polêmica em tramitação no Capitólio é pela compra dos papéis podres que derrubaram as bolsas no mundo inteiro (o comentário mais engraçado sobre o assunto foi na coluna do José Simão no Folha de S. Paulo afirmando a Bolsa de Nova Iorque caiu tanto que passou a se chamar índice DOWN JONES). Essa conta custará para o Tesouro 700 bilhões de dólares! 39% do PIB brasileiro e exagerando, equivale ao PIB de uns cem países.
Ou seja, Washington quer gastar toda essa dinherama nessas instituições financeiras que ficam promovendo especulação em outros países, principalmente os emergentes, ditando regras sobre o que deveria fazer, exigindo menor participacão do Estado na economia e quando a casa cai, para quem pede socorro: para o ESTADO. Agora depois que tropeçam na ganância, quer dividir o prejuízo com o contribuinte para evitar uma quebra no sistema financeiro.
Outra proposta, defendida pelo Partido Democrata (mais progressista do que o Partido Republicano) é de que o governo se torne acionista das empresas salvas pelo pacote Paulson para capturar partes dos lucros caso elas se recuperem.
Essa crise deve ser um golpe muito duro para o ego ianque que sempre defenderam o liberalismo econômico e agora que a água bate nas nádegas, tem que recorrer a mecanismos "marxistas" para sobreviver a tuburlência. A maioria pode dizer que estou errado, que a política econômica adotada pela Casa Branca é keynesiana, mas na verdade, o keynesianismo é a versão inglesa do marxismo.

A "Crise Americana" bem explicada..


* Texto de Ilda Spritzer Profª FGV Management


Fácil de entender!
A CRISE DA ECONOMIA AMERICANA

Paul comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares financiado em 30 anos.
Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1 milhão de dólares.
Aí, um banco perguntou pro Paul se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800.000 dólares, dando seu apartamento como garantia. Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares. Com os 800.000 dólares.
Paul, vendo que imóveis não paravam de valorizar, comprou 3 casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares. A diferença, 400.000 dólares que Paul recebeu do banco, ele se comprometeu: comprou carro novo (alemão) pra ele, deu um carro (japonês) para cada filho e com o resto do dinheiro comprou tv de plasma de 63 polegadas, 43 notebooks, 1634 cuecas.
Tudo financiado, tudo a crédito. A esposa do Paul, sentindo-se rica, sentou o dedo no cartão de crédito. Em agosto de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo. As casas que o Paul tinha dado entrada e estavam em construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham mais liquidez... O negócio era refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas e revender com lucro.
Fácil....parecia fácil. Só que todo mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo. As taxas que o Paul pagava começaram a subir (as taxas eram pós fixadas) e o Paul percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre. Milhões tiveram a mesma idéia do Paul. Tinha casa pra vender como nunca. Paul foi agüentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as das 3 casas que ele comprou, como milhões de compatriotas, para revender, mais as prestações dos carros, as das cuecas, dos notebooks, da tv de plasma e do cartão de crédito.
Aí as casas que o Paul comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela. Só que neste momento Paul achava que já teria revendido as 3 casas mas, ou não havia compradores ou os que havia só pagariam um preço muito menor que o Paul havia pago.
Paul se danou. Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e das 3 casas que ele havia comprado como investimento.
Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais a Paul.
Paul optou pela sobrevivência da família e tentou renegociar com os bancos que não quiseram acordo. Paul entregou aos bancos as 3 casas que comprou como investimento perdendo tudo que tinha investido. Paul quebrou. Ele e sua família pararam de consumir... Milhões de Pauls deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseado nos preços dos imóveis. Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Pauls em títulos negociáveis. Esses títulos passaram a ser negociados com valor de face.
Com a inadimplência dos Pauls esses títulos começaram a valer pó.
Bilhões e bilhões em títulos passaram a nada valer e esses títulos estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos. Os imóveis eram as garantias dos empréstimos, mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço de mercado desse imóvel... Preço que despencou.
Um empréstimo foi feito baseado num imóvel avaliado em 500.000 dólares e de repente passou a valer 300.000 dólares e mesmo pelos 300.000 não havia compradores. Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava, como os esquemas de pirâmide, especulação pura. A inadimplência dos milhões de Pauls atingiu fortemente os bancos americanos que perderam centenas de bilhões de dólares. A farra do crédito fácil um dia acaba. Acabou. Com a inadimplência dos milhões de Pauls, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Pauls pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado. O medo de perder o emprego fez a economia travar. Recessão é sentimento, é medo. Mesmo quem pode, pára de consumir. O FED começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimo interbancários.
O FED também começou a injetar bilhões de dólares no mercado, provendo liquidez. O governo Bush lançou um plano de ajuda à economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo porém essas ações levam meses para surtir efeitos práticos. Essas ações foram corretas e, até agora não é possível afirmar que os EUA estão tecnicamente em recessão.
O FED trabalhava, o mercado ficava atento e as famílias esperançosas.
Até que na semana passada o impensável aconteceu. O pior pesadelo para uma economia aconteceu: a crise bancária, correntistas correndo para sacar suas economias, boataria geral, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu, na segunda feira última, quebrado, insolvente. No domingo o FED, de forma inédita, fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não quebrasse. Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan por 2 dólares por ação. Há um ano elas valiam 160 dólares.
Durante esta semana dezenas de boatos voltaram a acontecer sobre quebra de bancos. A bola da vez seria o Lehman Brothers, um bancão.
O mercado e as pessoas seguem sem saber o que nos espera na próxima segunda-feira. O que começou com o Paul hoje afeta o mundo inteiro. A coisa pode estar apenas começando. Só o tempo dirá. E hoje, dia 15 de Setembro/2008, o Lehman Brothers pediu falencia, desempregando mais de 26 mil pessoas e provocando uma queda de mais de 500 (quinhentos ) pontos no Indice Dow Jones, que mede o valor ponderado das acoes das 30 maiores empresas negociadas na Bolsa de Valores de New York - a maior queda em um unico dia, desde a quebra de 1929 ... O dia de hoje, certamente, sera'''' lembrado para sempre na historia do capitalismo

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Cuidado, perigo de ser manipulado, veneno mental.



*Texto escrito por Diego Viana C.Pitta, reformulado por Rudá Costa, estudante de jornalismo do IMES.

Analisando e entendendo a necessidade de que devemos entrar em um consenso e compreender o que significa a Rede Globo, essa emissora que praticamente é líder de audiência da televisão aberta, sendo a maior rede de televisão do país.
A rede globo de televisão nasceu em meados dos anos 60, uma iniciativa do seu fundador, o jornalista Roberto Marinho, que faleceu em 2003. Hoje a Rede Globo é a maior das Américas, terceira maior rede de televisão do mundo, abrangendo mais de 80 milhões de espectadores todos os dias, espalhados pelo globo.
Não é coincidentemente que o nome da emissora é Globo, realmente essa companhia tem um poder global, pior que isso, esse poder não se resume em apenas capital financeiro, mas também em formar opinião, apoiar ou destituir governos, transformar movimentos sociais e seus ativistas em criminosos, esse é o papel que a Globo vem exercendo ao longo dos anos.
Podemos considerar que somos indivíduos de uma sociedade livre?
Bom se avaliarmos que nem ao assistir televisão somos livres, quem diria em nossas vidas cotidianas, pois somos influenciados a cada dia, pela programação e os costumes impostos pela Globo, existe liberdade ou fingimos ser livres, assistindo uma programação que não agrega um nível de informação coerente.
Um exemplo disso é o famoso documentário do canal 4 britânico sobre a rede Globo.
O channel four de Londres, produziu um filme que conta a verdadeira historia da rede Globo, o documentário foi proibido no Brasil desde 1994, através de uma ação judicial movida por Roberto Marinho, homem que na minha opinião foi um dos mais, se não foi o homem mais poderoso desse país, nação que se diz livre. Que controvérsia, sou obrigado a assistir as novelas da Globo, o jornalismo parcial da Globo, mas nem ao menos posso assistir um documentário sério feito por uma emissora respeitada, que é o canal 4 britânico, por causa de uma única ordem judicial, é meus caros leitores, realmente quem manda nesse país é o dinheiro.
Temos aqui as seqüências do documentário: O documentário é dividido em 4 partes:

- Na primeira parte ele mostra a relação entre a Rede Globo de Televisão e o regime da ditadura militar, no qual se vê fatos sociais que ocorram no país em decorrência do regime ditatorial.
- Na segunda parte apresenta o acordo firmado entre a Rede Globo e o Grupo Time-Life.
-Na terceira parte evidencia-se o poder do proprietário da Rede Globo, Roberto Marinho. Por outro lado, mostra também, o "apoio" da Rede Globo à redemocratização do país, na figura do candidato à presidência da República Tancredo Neves.
-Na quarta parte, tida como a mais importante e reveladora do filme, mostra-se às claras os envolvimentos ilegais e mecanismos manipulativos utilizados pelas Organizações Globo em suas obscuras parcerias para com o poder em Brasília (incluindo fraudes em eleições, assassinatos encomendados por seus maiores figurões e outros).
Não é por acaso que foi proibido no país, isso iria gerar um caos social extremo, que talvez mudasse completamente o curso de nossa trajetória como nação. Talvez o problema maior não seja esse, pois querendo ou não isso são coisas do passado e eu quero debater assuntos presentes que envolvem a sociedade a cada dia.
Primeiramente vamos avaliar a sociedade brasileira.
Cerca de 80 % da população usa a televisão como fonte de informação e 9,5% da população tem acesso à universidade.
Acredito que dentro da universidade, essas pessoas tenham acesso a outras fontes de informação, tornando-se pessoas criticas, pelo menos na teoria, esse é o papel universitário, capazes de assistirem um telejornal sem estabelecer dúvidas sobre a informação, as demais porcentagens podemos deixar para outras formas de informação, como a internet e outros meios de comunicação. A Globo lança tendências, em seu jornalismo, estabelece criticas, quando o papel jornalístico é repassar a informação de maneira imparcial, o jornalismo “made in Globo” é completamente parcial, no jornal não deve existir pontos de vista e sim passar a informação, a população que tire suas conclusões, se é que a população brasileira tem capacidade para isso, porque estamos anos atrasados no desenvolvimento social, lembrando apenas 9.5% da população tem acesso a uma universidade, desses 9.5 % acredito que 0.5% tem capacidade de critica social.
Estabelecendo uma analise mais profunda em relação a Rede Globo, vamos lembrar das eleições de 1989, onde a rede é acusada de manipular a informação repassada temendo a acessão do então candidato na época, Luis Inácio Lula da Silva, favorecendo Fernando Collor de Mello, isso porque o país se dizia livre e sem a presença do fantasma da ditadura, fora outras coisas que acredito eu, meu queridos leitores, vocês estão sabendo.
O comentário manipulador e muitas vezes incoerente do Jabor, considerado por muitos, um intelectual, a parcialidade do Jornal Nacional e não podemos nós esquecer do Waack, esse ai nem vale a pena meus comentários. O único jornalista que eu tinha um grande respeito e admiração, apenas não gostava o fato dele fazer parte da Rede Globo era o Alexandre Garcia, mas esse foi despedido, porque por um momento de glória, demonstrou toda a sua revolta no ar, com razão. Vivemos em um país rico economicamente mas pobre e miserável em termos sociais. Ainda nos falta, o conceito de cidadania, de exercer a função de cidadão, atuando ativamente na comunidade, na política e leis, se nem um jornalista renomado como ele é capaz de exercer seu pensamento critico, imagine o resto da população, sem educação, infra-estrutura, e tantos outros problemas. Como diz o Casoy, isso é uma vergonha.

Documentário do Canal 4 de Londres.
http://video.google.com/videoplay?docid=-570340003958234038

Porque Alexandre Garcia foi demitido da Globo.
http://br.youtube.com/watch?v=rwZ3EWrFwJ0&NR=1





terça-feira, 16 de setembro de 2008

“ A intelectualidade Waack”


*Escrito por Thomas, integrante desse portal.

Vejo o quão ridícula a tentativa de imparcialidade posta pela rede Globo, no âmbito das noticias, nunca pensei que poderia ser diferente, entretanto o que foi visto no dia 03/07/2008 a partir das 00h35, fora uma espécie de total falta de bom senso ou noção do ridículo.
O magnífico apresentador e jornalista William Waack, diga se de passagem como jornalista é um “ ótimo palhaço”, pelo menos no tocante ao que ele faz, pois sua função é repassar a noticia a sociedade civil, sem perspectivas imposta ou definida, até porque esse é o papel da mídia, a população tire suas conclusões, sinceramente na maioria das vezes as conclusões são postas a nós, e já estou cansado dessa maneira de fazer jornal, de assistir, ouvir, sem nos perguntar se queremos ou não, e o “grande palhaço” emerge como intelectual do momento, pois em terra de grandes escritores e intelectuais, todos querem ser como eles, mas não é bem assim, a intelectualidade não esta para todos.
Mas vamos aos finalmente, o que mais me instigou foi à chamada do noticiário colocada pelo “grande palhaço”.
“A vitória da democracia, frente aos narcotraficantes” (William Waack).
Primeiro se for discutir a fundo a democracia dificilmente chegaremos a um consenso, ou no mínimo levaríamos um bom tempo para entendermos de que maneira ela funciona hoje, em âmbito mundial. Mas o que nos interessa é o fato ocorrido e como ele se deu em meio à deturpação e descaracterização das palavras, pois se vamos continuar acreditando na democracia norte-americana é uma clara compreensão de que realmente eles (TV bobo) fizeram bem o seu papel.
Segundo qualquer processo histórico de guerrilha ou de resistência deve ser analisada minuciosamente, pois ele abrange pontos que nós simples palpiteiros (por exemplo, o “grande palhaço”) não entenderemos tão logo.
O caso especifico da Colômbia entre governo Uribe (ex-agente da CIA) e Farcs vai muito além do que simples conflito de resistência, do ponto de vista político e econômico, se por um lado o território colombiano é ponto estratégico para futuros conflitos na região e que por ventura poderá ser utilizado pela casa branca como base para estes fins, por outro, mostra-se um pequeno foco de resistência (não entrarei no âmbito da discussão, se é valido ou não as diversas maneiras que eles utilizam para agir), no qual muitas vezes de forma debilitada continuam a existir, frente aos E.U.A e seu aliado o chefe de estado colombiano Álvaro Uribe. Esse processo deu-se por razões históricas, a Colômbia sofre desde meados do século XX com uma política conservadora e liberal, hoje neoliberal, no qual, utilizaram e continuam a utilizar a coerção e repressão para garantir que o país continue sendo dirigido pela oligarquia burguesa, de extrema direita remanescente do período militar. Até fins da década de 90 os países da região sofreram também com essas políticas conservadoras e que resultou em abertura econômica, conseqüentemente aumento das dividas, aumento das taxas de desemprego, diminuição de renda, aumento das desigualdades sócias, maior acumulação da riqueza desses países nas mãos de poucos, ou seja, resultou em ganhos mínimos para suas populações, colocando mais uma vez em cheque essa maneira de governar para poucos. É Waack, analise antes de comentar, quem sabe até mudar seus conceitos, ou estudar um pouco mais...
E hoje quase dois meses vejo a noticia de que o presidente colombiano Álvaro Uribe esta sendo acusado pelo tribunal penal internacional;

“Corte Suprema da Colômbia denunciou ontem um complô do presidente Álvaro Uribe para desacreditar juízes do Judiciário. A denúncia foi feita ao procurador do Tribunal Penal Internacional, o argentino Luis Moreno, o campo, que está no país para examinar a extradição de paramilitares para os EUA”. (retirado do jornal Estadão dia 26/08/2008 as 10h15min)

E agora de que maneira será que eles querem nos enganar, mais uma vez, talvez o argumento de democracia ainda que ele vê, pelo menos desta vez, e voltemos a discussão da democracia , além do mais se tentarmos entender a fundo o significado de democracia, notaremos o sentido exato da palavra, como o próprio Aristóteles definiu na Grécia antiga (novamente não irei colocar a definição do autor sobre democracia, quem quiser saber tente ler, é uma boa leitura). O complicado de se entender é como certas pessoas podem ser tão hipócritas, mas tudo bem, continuemos vendo nossas novelas, series, e noticiários democráticos, e assim a vida continua.

Mercado Financeiro: Hora de juntar os cacos




A última segunda-feira (15/09/2008) ficou marcada na história por um dos momentos mais tensos do mercado financeiro provocado pelo pedido de falência do Lehman Brothers. A queda desse gigante estorou de vez a bolha imobiliária do mercado de ações dos EUA. Bolha que furou há treze meses atrás e que o FED (banco central norte-americano) insistiu tanto em remendar. Ao recusar ajuda ao Lehman Brothers, marcou a sua desistência de tampar o sol com a peneira.

Os reflexos da crise financeira estadunidense e a quebra de um banco tão tradicional que sobreviveu até a Quebra da Bolsa de 29, expôs o tamanho da crise financeira que EUA sofre, provocando pânico nos investidores em geral, derrubando as bolsas nos mundo inteiro. Será que há motivo para tanto estardalhaço?

O jogo tem que continuar. Segundo o jornalista Joelmir Beting em comentário no Jornal Gente da Rádio Bandeirantes, "o estouro da bolha não é problema e sim solução". O mercado vai se ajustar, juntar os cacos e Bola pra frente. Para o Brasil, a crise será uma oportunidade de demonstrar o quão sólida está sua economia e o quanto pode suportar as turbulências externas.


segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Distribuição Cultural.




Texto baseado no artigo da revista Carta Capital, Política Cultural – O Brasil vive um descompasso entre produção e o acesso. – Artigo - Destinados a invisibilidade Revista Carta Capital – Agosto de 2008 – Artigo de Ana Paula Sousa.

Distribuição Cultural - autor - Diego Viana Do Couto Pitta.

Avaliando o artigo da revista carta capital resolvi escrever sobre o assunto que influencia sim a sociedade brasileira de uma maneira geral e mostra o quanto o nosso país é desigual até aonde não deveria ser, o acesso a cultura que é um fator de desenvolvimento social. A produção de obras e exposições no Brasil cresce cada vez mais, mostrando-se como um dos países mais capacitados em relação produção de arte e cultura da América Latina, porém percebemos que da mesma maneira que o Brasil é uma grande fonte de grandes eventos e artes, podemos notar que a maioria desses eventos destinados a população para o desenvolvimento social dessa nação, são apreciados por uma pequena e restrita classe social. Segundo a Revista Carta Capital cerca de 1,2 mil livros são publicados por mês, não podemos dizer que a porcentagem de leitores é a mesma. Os livros são caros, até os livros, instrumento necessário para mudar uma situação, até mesmo de uma população inteira, são caros.
O cinema nacional evoluiu de uma maneira ao longo dos anos causando uma melhora nas audiências, porém não existe uma valorização das obras nacionais por parte dos espectadores que preferem muitas vezes a pobreza cultural que oferece os filmes estadunidenses ao filme de produção nacional.
Segundo a Carta Capital em números 92% de todas as cidades do Brasil, não possuem uma sala de exibição com infra-estrutura para abrigar um projeto cultural digno para suprir as necessidades da população.
Voltando ao contexto social, a população precisa sim de projetos culturais e defendo arduamente o subsidio e investimentos nessa área, apesar dos patrocinadores, não é justo que nós classificados como livres, pois vivemos em um sistema democrático, tenhamos pessoas que não possuem liberdade de nem ao menos assistir uma peça teatral, comprar um livro, porque a sociedade é desigual e injusta ao ponto de excluir e formar dois países diferentes, um com acesso a serviços e cultura, outro voltado ao descaso total.
A renda é o fator maior que impede um projeto cultural mais eficaz, tem cultura realmente quem tem dinheiro para comprar, mais uma vez o capitalismo selvagem agindo na vida das pessoas. Precisamos de distribuição de livros, segundo a revista e eu também acredito nessa lógica, a campanha de doação é boa e necessária, porem não o suficiente para politizar uma classe.
Os franceses em meados da década de 70 realizaram um projeto de expansão cultural, hoje podemos ver claramente o resultado. O habito de ler deve ser vinculado à cultura brasileira, baratear os livros deve ser prioridade como agente transformador, assim como as peças teatrais e eventos culturais devem ser prioridade na vida dos brasileiros independente da classe.
A pobreza não faz a pessoa deixar de gostar das coisas boas da vida, a falta de acesso que não permite.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Uma história do oriente, um relato sobre o desenvolvimento japonês.


* Escrito por Diego Viana Do Couto Pitta

Relações Internacionais, história internacional.

Resolvi escrever nessa linha de raciocínio para estabelecer um esclarecimento em relação ao Japão moderno, que hoje é a segunda maior economia do mundo e que tem muitas vezes seu desenvolvimento relacionado à disciplina do povo japonês.
Eu sou obrigado a admitir esse é um povo extremamente disciplinado, porém apenas a disciplina e tradições milenares não permitem um desenvolvimento acelerado, que após os eventos de Hiroshima e Nagasaki, parecia impossível.
O Japão teve seu espaço marcante nas décadas de 60 e 70 do século XX, estabelecendo novamente a presença nipônica no mundo capitalista moderno, principalmente no desenvolvimento das grandes corporações do Japão que tem seu papel na economia internacional.
Voltando um pouco no contexto histórico, podemos observar um Japão aos moldes de países feudais, atrasado, baseado na produção de subsistência envolvido em diversas batalhas entre os senhores feudais (*Damios) , isolado em relação às relações internacionais. Com influência estadunidense em 1853, Japão, aquele país feudal abre seus portos para o comércio internacional que estava em expansão.
Com a restauração Meiji, o governo vence a guerra civil que foi estabelecida no país, contra os que eram a favor do **Xogum e aqueles que eram a favor do ***Bakufu.
O Japão teve sua industrialização, apoiada pelas potencias européias que enxergavam a oportunidade de expansionismo e imperialismo sobre a Ásia.
Treinamento de suas tropas pelos prussianos, desenvolvimento de um exercito nacional, desenvolvimento de ferrovias com apoio inglês e estadunidense, as nações poderosas do ocidente queriam estabelecer um Japão dependente aos interesses estrangeiros ocidentais.
Tento entender como um país que passou por diversas guerras, tinha um passado praticamente feudal até pouco tempo na historia, conseguiu se estabelecer como uma das mais importantes economias do mundo. Temos que entender que mesmo o Japão tendo se desenvolvido de maneira independente nos anos 20 e 30, determinando suas aspirações expansionistas, submetendo outras nações da Ásia ao seu domínio, como por exemplo, partes da China, formando o estado fantoche de Manchukuko, dizimando milhares de pessoas em Nanquim e estabelecendo seu poder na Coréia. É completamente impossível imaginar que este país tenha conseguido seu desenvolvimento após a segunda guerra mundial sem ajuda estrangeira. Lembrando das políticas do Plano Marshall, estabelecido para fazer frente a uma expansão da União Soviética no mundo, os Estados Unidos temiam que o Japão partisse para um lado socialista, no começo da guerra fria, assim como temia que os demais países do eixo partissem para um lado mais socialista. O Japão foi administrado por um governo estadunidense por praticamente uma década que por incrível que parece, permitiu o processo de distribuição de terras no país, a reforma agrária foi feita no Japão e os investimentos do Plano Marshall, feitos com interesse comercial e político estadunidense frente ao avanço ideológico soviético. O resultado foi o desenvolvimento do Japão, afastando qualquer possibilidade do Japão se tornar um país socialista e ficar ao lado da União Soviética assim como a China e mais tarde a Coréia do Norte. Eu tenho um grande respeito pelo povo japonês, apesar das atrocidades cometidas na segunda guerra mundial, atrocidades essas que eu como estudioso e humano condeno, porém temos que ser coerentes e admitir que o sucesso econômico japonês na história contemporânea não foi apenas por responsabilidade do trabalho árduo daquele povo, que teve seu momento de martírio e esforço, mas também por fatores externos decisivos que facilitaram o processo de reconstrução daquele país. Devemos conhecer muito bem a história antes de avaliar o contexto.

* Damios – Grandes proprietários de terra no Japão.

**xogum - governantes do Japão durante a maior parte do tempo de 1192 até a Era Meiji.

***Bakufu – Administração do Xogum, podendo ser chamado de Xogunato.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Qual é a do Zé Arthur"?

No último domingo (31/08/2008), o emérito filósofo José Arthur Giannotti, que como diria o saudoso Antonio Carlos Magalhães “finge detestar o capitalismo”, publicou um artigo no caderno Mais! da Folha de São Paulo.
Pretendia criticar uma visão unilateral da história, que ele desde há uns bons anos enxerga no marxismo. Se pode-se criticar o marxismo com justiça, – e a meu ver a crítica mais rica encontra-se no grego Cornelius Castoriadis e no brasileiro Ruy Fausto - professor Giannotti nos surpreende desta vez com uma conclusão interessante na qual, pasmem, invoca o socialismo. Giannotti defendeu inúmeras vezes as políticas de FHC, além de ter publicado alguns artigos esquisitos sobre ética, num passado mais recente.

Vale uma espiada, e por isso reproduzo o artigo na íntegra.


Vagas e Vogas da Crítica

Após a hegemonia de teorias como estruturalismo e marxismo, ciências humanas parecem entrar num período de transição João Cruz Costa, que ensinou na USP nos anos 1950 e 1960 a fazer filosofia pensando no Brasil, sempre nos alertava sobre as periódicas levas de pensamento que recebíamos de fora, verdadeiros furacões ameaçando afogar as sementes que estavam sendo cultivadas.Fiel a seu ensino, observo que, desde os meados do século passado, filosofia e ciências humanas sofreram o rolo compressor do estruturalismo, da filosofia analítica, do marxismo althusseriano e gramciano, do habermasianismo. Agora parece que entramos num período de transição, pois não temos hoje paradigmas dominantes.Sobraram os estudos particulares sem grandes aspirações metodológicas e o esforço dos partidários da Escola de Frankfurt, vaga tendência para a qual todos os gatos são pardos, desde que vistos da óptica da "emancipação". À margem se nota ainda a influência de "letterati", gente de formação em literatura que se projeta no mundo da cultura, principalmente nos interstícios dos meios de comunicação.Mas não é apenas no nível da recepção das idéias que isso acontece, a história de sua produção também apresenta momentos importantes de solução de continuidade.
De repente, uma idéia, que permanecera à margem do pensamento dominante vem para o centro e satura todo o ambiente.
Exemplo clássico foi a aceitação do heliocentrismo.
Copérnico, no seu livro de 1543, mostrou que tomar o sol como o centro de nosso universo simplificava enormemente o cálculo dos movimentos dos astros, mas não afirmou a verdade dessa hipótese.O homem no universoMas, quando Galileu introduziu o uso da luneta na observação do céu, isso em 1606, rapidamente os melhores pensadores do século se converteram ao heliocentrismo.
É todo um sistema de idéias que desaba, alterando a posição dos seres humanos no universo.Mas não foi apenas a interpretação de novos fatos que provocou essa comoção, pois só mais tarde é que se armou uma teoria óptica assegurando que a imagem de um satélite de Júpiter não era um efeito produzido pela própria luneta.
É toda uma imagem do mundo que se altera.O caso do marxismo é o inverso, pois ele desaparece como num passe se mágica. No fim do século 19 era aceito por líderes do movimento operário, embora sempre estivesse em competição com o anarquismo. Legitima a Revolução Russa de 1917 e, sob a forma de marxismo-leninismo, passa a dominar os movimentos de esquerda.Nos anos 1950, Jean-Paul Sartre o coloca como o horizonte intransponível da filosofia contemporânea, e Maurice Merleau-Ponty, filósofo cauteloso, não tem dúvidas ao afirmar que o marxismo não era apenas uma filosofia da história, mas a própria filosofia da história, sendo que renunciar a ele seria cavar o túmulo da razão na história.Mas nos anos 1980 o marxismo se desmilingüe. Algumas ilhas sobraram no oceano: continua sendo cultivado por alguns historiadores e alguns literatos, mas basta examinar a lista das publicações a partir dessa data para se convencer de que ele ficou à margem das idéias dominantes.Como explicar esse fenômeno?
Obviamente o desmoronamento da União Soviética e das democracias populares o desmoralizou como ideologia legitimando a "ditadura do proletariado", isto é, a fusão do Estado com o partido único, assim como evidenciou a incapacidade de uma economia centralizada para satisfazer as demandas de um capital globalizado tendo por base a tecnologia da informação. Não é à toa que a China pratica hoje um "socialismo de mercado".
Por certo existem outras causas, mas vou me ater apenas ao abandono do princípio que sustentou a afirmação dos dois filósofos franceses: o marxismo confere racionalidade à história porque a emoldura numa única trama.Em termos grosseiros: o desenvolvimento das forças produtivas teria quebrado o comunismo primitivo, instalado a luta de classes que resultaria na revolução proletária que, por sua vez, emanciparia os seres humanos de suas dilacerações e alienações.É como se o reino dos fins, que para Kant era o princípio regulador da moral, se encarnasse na própria história, se transformasse num fato revolucionário.
Obviamente, estou traçando uma caricatura, pois nem Sartre nem Merleau-Ponty pensaram em termos tão crus.
E Marx, como ele mesmo declarava, nunca foi marxista.
Mas a caricatura serve para sublinhar a crença de que as ações humanas poderiam ser enquadradas numa racionalidade dominante, idéia que Sartre continuou a procurar, na "Crítica da Razão Dialética", e da qual Merleau-Ponty começou a duvidar em seus últimos escritos.Não é possível, dirá ele então, encontrar uma perspectiva capaz de ter uma visão de sobrevôo sobre o mundo e sobre a história. Nem mesmo como princípio regulador, porquanto, sendo o pensamento sempre situado, nunca haverá uma situação que se situe a si mesma. Marx imaginou ser capaz de sair desse impasse, tentando mostrar que a lógica, a racionalidade perversa, do próprio sistema capitalista criaria um ponto de vista teórico e prático, uma crise cujos pólos possuiriam a virtude de encarnar a diferença entre o tudo e o nada.Com a vitória do tudo, isto é, do proletariado, a totalização da história estaria completa, ou melhor, terminando a pré-história da humanidade e começando a história do ser humano propriamente dita. Mas, quanto mais Marx explicitava a lógica do capital, aprofundava sua crítica da economia política, tanto mais se distanciava desse esquema da totalidade. Nunca conseguiu provar a necessidade racional da crise.Sob esse aspecto, o próprio Marx teria beirado a eclosão do novo paradigma. Em vez da crise, passam a ter importância as crises, os momentos de reestruturação do capitalismo e a oportunidade de domesticar os mercados. Não é o que hoje está em pauta?Daí meu desconforto diante daqueles que continuam a pensar a história a partir de um único ponto de vista, aquele da emancipação, por exemplo.
Ou ainda aqueles que pensam o socialismo tendo programa definido, quando o próprio Marx ensinou que "comunismo" é uma palavra equívoca, vale dizer, que indica apenas um movimento contrário ao capital, aquelas mudanças permitidas no presente.Ser socialista passa a significar, então, o esforço de superar a crise do momento, do ponto de vista da liberdade e da justiça social efetivas.
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É de se perguntar o que é que Giannotti entende por socialismo, e se essa palavra também não passa de mais um “jogo de linguagem” tucano-petista.