Um país com uma história dominada pelos grandes latifundiários que gerou um presente de desigualdade e concentração de renda.Com os grandes proprietários de terra, herdeiros dos governos desse país que sempre governou para poucos, tornou-se difícil um desenvolvimento sustentável no meio rural. O crescente descaso com o pequeno proprietário e a falta de investimentos por parte do governo federal, em diversas fases de nossa história, mostra o porque das grandes favelas, hoje chamadas de comunidades pelo governo, que foram herança do grande êxodo rural na época do crescimento caótico brasileiro, onde as infra-estruturas necessárias no campo não foram realizadas.
Hoje o meio rural é dominado pelas grandes empresas chamadas Agro-Business ( Agro-negócio ), onde se faturam milhões de dólares e não geram os empregos necessários para girar a economia local.
A reforma agrária organizada através de cooperativas locais, onde a economia do determinado município iria se desenvolver, garantindo os empregos necessários, apagando um pouco os dados da desigualdade no país.Para o desenvolvimento sustentável no campo, a presença estatal é fundamental. Subsidiar a produção do pequeno e médio proprietário e uma forma de criar empregos, importantes para um desenvolvimento sustentável, resultando na diminuição de migração para as grandes cidades em busca de melhores oportunidades de trabalho. Na sociedade brasileira, uma coisa é ligada à outra, há falta de emprego e as condições sub-humanas de trabalho no campo geram o movimento migratório para as grandes áreas urbanas, estas que vivem em um verdadeiro caos urbano.
A cidade também não tem uma estrutura para receber esses migrantes. Quando isso acontece, surge o índice de desigualdade.
Com a desigualdade nasce a violência, com a violência nasce à falta de liberdade disfarçada na sociedade brasileira, todas essas coisas prejudicam a manutenção do estado democrático, pois o mesmo não consegue valer suas leis, um verdadeiro caos social.As cooperativas rurais são uma forma de interessante de desenvolvimento. Subsídios ao pequeno produtor e as cooperativas de cunho estatal, economia solidária, são uma forma de diminuir a crescente desigualdade no país e a falta de infra-estrutura no campo. Com o subsidio estatal as pequenas cooperativas não precisam necessariamente produzir apenas para o mercado nacional, e sim ao mercado internacional, gerando condições dignas de emprego, o governo garantindo a divulgação de marketing desses produtos e as cooperativas produzindo um produto de qualidade. Facilitando os financiamentos e diminuição na taxação de juros quando o pequeno produtor necessitar de empréstimos.
Isso diminuiria a desigualdade e falta de infra-estrutura no campo, através de uma política eficaz de luta contra o monstro da desigualdade social, que por sua vez atinge todas as classes sociais mesmo que seja indiretamente.
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