sábado, 27 de dezembro de 2008

As faces do Sionismo.


* As Faces do Sionismo é um texto de Diego Viana Do Couto Pitta.
** A chamada sobre o Bombardeio Israelense foi retirada do portal terra.

Oriente Médio

Sábado, 27 de dezembro de 2008, 07h44 Bombardeio israelense mata ao menos 120 em Gaza
Pelo menos 120 pessoas morreram neste sábado devido ao bombardeio em massa do exército israelense na cidade de Gaza, informaram fontes médicas no território palestino, enquanto há várias centenas de feridos sob os escombros.



As faces do Sionismo.

O que mais Israel pretende massacrando o povo palestino, o sionismo mostra a sua face quando uma criança da palestina morre por causa das bombas israelenses em um conflito que parece não ter fim. A terra denominada santa por milênios se tornou palco de aspirações de cunho imperialistas e contra a autodeterminação e liberdade dos povos.O Sionismo surgiu em meados da década de 80 do século XIX, através dos escritos Theodor Herzl, um judeu de origem húngara, nasceu em Budapeste, seu livro "Der Judenstaat" ("O estado judaico"), foi líder do movimento sionista e defendia a criação do estado judeu, para que os judeus não sofressem mais com o anti-semitismo, sentimento visto por toda a Europa do século XIX, o mesmo movimento, procurava um Estado nacional independente.
O povo judeu era visto como um povo sem pátria, seguindo único exclusivamente pela sua herança e sentimentos culturais, assim como o povo Rom (ciganos), por esse fato era defendida uma criação de um estado por parte dos teóricos sionistas. O povo judeu sofria com o anti-semitismo, sendo essa afronta ao povo Judeu, vinda até de estadistas como o Czar russo Nicolau II entre outros espalhados pela Europa.

A escolha de Eretz Yisrael.

O movimento sionista foi ganhando espaço, entre os órgãos internacionais, que defendiam a criação de um novo estado com a auto-afirmação judaica.
A Palestina nesse momento da historia, final do século XIX e inicio do século XX presenciou um fenômeno incomum, pela primeira vez na historia dos movimentos nacionalistas, surgiu um fenômeno onde um povo reivindicava uma terra, do qual eles não estavam presentes, ou seja, o movimento sionista reivindicava a criação de um estado, porém a demografia desse território não tinha uma participação significante judaica.
A população da palestina no começo do século XX era composta por maioria árabe.
Em 1897 o primeiro Congresso Sionista proclamou que o novo estado deveria ser estabelecido em Eretz Yisrael, a antiga pátria judaica, até esse momento a região da Palestina fazia parte do Império Turco Otomano, com o decorrer das duas guerras mundiais, houve uma significativa imigração judaica para a Palestina até 1945. Com o resultado da primeira guerra mundial, o Império Otomano perdeu parte de seus territórios, pois perdeu a guerra, a Inglaterra, simpatizante da causa sionista e detentora do território da Palestina, assinou a chamada Declaração de Balfour, onde a potencia britânica se mostrou a favor da criação do Estado de Israel na região onde se encontrava a Palestina.


Com o decorrer da “solução final“, tomada por Hitler, governante da Alemanha de 1930 até 1945 que resultou na morte de seis milhões de judeus, aumentaram o fluxo de imigração dos Judeus na Palestina.Ao fim do mandato britânico era visível as hostilidades entre os povos de origem judaica e os árabes da região, fazendo com que a recente ONU ( Organização das Nações Unidas) fizesse a partilha da Palestina em dois estados, um judeu e outro árabe.
Quando o mandato britânico expirou, Israel declarou sua dependência como estado soberano. Israel declarou a Primeira Guerra árabe-israelense e logo depois mais três conflitos, a Guerra Do Suez (contra o Egito), a guerra dos Seis Dias e a Guerra de Yom Kippur. Através desses conflitos, a Palestina foi dividida entre Cisjordânia e a famosa Faixa de Gaza. Israel hoje cria aquilo que muitos abominaram na história da humanidade, o holocausto, condenam Hitler porém fazem igual ao povo palestino, matam mulheres e crianças, tratam os povos palestinos como cidadãos de segunda classe, essa é a face do preconceituoso Sionismo e imperialismo do século XXI.

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